MELHORIA possibilitará recebimento de voos maiores
Após vários anos, o Aeroporto Regional Joaquim Aderaldo de Souza, em Tangará da Serra, recebe as melhorias necessárias e anunciadas.
Após diversas deserções (quando nenhum interessado comparece), a licitação teve ganhadora e com isso, um valor acima de R$ 11 milhões deverá ser empregado para executar obras no Aeroporto de Tangará da Serra, como no recapeamento da pista, construção de uma nova taxiway e ampliação do pátio para receber voos maiores.
“Está sendo 100% recapeada a nossa pista com o CBUQ, que vai dar oportunidade de a gente receber até aeronaves de maior porte do que a gente tinha antes, fazendo uma nova taxiway e um novo pátio de aeronaves com mais de 14 mil metros quadrados”,
informa o vice-prefeito Eduardo Sanches, que acompanhou na última semana parte dos trabalhos que estão sendo realizados.
“Está acontecendo agora a terraplanagem ainda da sub-base. São mais de 18 mil metros cúbicos também de material, ficando um nível acima do que já tinha aqui antes”,
pontua Sanches.
O objetivo é reestruturar o espaço para atender às normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e, de acordo com Eduardo, do valor total, nesse momento serão utilizados cerca de R$ 9 milhões.
“Toda essa grandiosa obra aqui é fruto da parceria com o Governo do Estado”.
A obra permitirá a retomada da confiança de empresas aéreas para voos comerciais.
“Tudo isso vai proporcionar que a gente possa, de fato, agora ter um aeroporto à altura do tamanho da nossa cidade que é polo de toda essa região”.
O aeroporto, implantado em 1977, pouco depois da emancipação do município, fica cerca de oito quilômetros do centro urbano. Foi inaugurado em 1999, e por muitos anos, operou apenas com pista de pouso pavimentada simples, sem capacidade para voos comerciais regulares ou pousos noturnos. O local foi alvo de interdições e exigia reformas estruturais. Desde 2004, compõe a rede estadual de aeroportos de Mato Grosso.
Atualmente, o aeródromo atende aviação executiva, táxi aéreo e operações de resgate, passando por projetos de modernização de sua infraestrutura. A pista possui 1.500 metros de comprimento por 30 metros de largura e opera a aproximadamente 449 metros de altitude. A estrutura conta com balizamento noturno, farol rotativo, seccionadora, posto de abastecimento e hangar, mas não registra voos comerciais regulares, sendo utilizada principalmente por aeronaves particulares.
As obras previstas agora fazem parte de um conjunto de intervenções técnicas que o aeroporto vem tentando tirar do papel há vários anos. Entre 2021 e o início de 2022, o Governo Federal autorizou o Estado a abrir processos licitatórios para modernização do aeródromo. A primeira tentativa foi em março de 2022, quando uma licitação chegou a ser lançada, com prazo de oito meses para execução após assinatura do contrato.
Nesse ano, outro anúncio Federal destacou que o Aeroporto de Tangará da Serra passaria por melhorias com investimento de R$ 8,6 milhões, prevendo os serviços que estão sendo realizados neste momento, além de equipamentos de balizamento noturno e aproximação aérea. O objetivo era permitir a movimentação de aeronaves de maior porte e elevar a segurança operacional. À época, os recursos viriam do Fundo Nacional de Aviação Civil, com contrapartida estadual de 60% e participação do município.
Tangará da Serra é um dos municípios mais populosos e economicamente relevantes do interior do Estado, criado em 1976 e considerado um polo regional com economia baseada em agroindústria, agricultura, comércio e prestação de serviços.
“A gente vai estar acompanhando, tem algumas demandas ainda para desenvolver aqui, que é principalmente depois da questão do balizamento. Vamos avançando sob a liderança do nosso prefeito Vander Masson, do governador do estado, Otaviano Pivetta, e o doutor João, deputado estadual”.