Vocês são o motivo pelo qual continuo. Escrever sem leitores é um diário. Escrever sabendo que alguém do outro lado espera é um compromisso. E compromissos, quando nascem do afeto, nos fazem melhores do que éramos antes de firmá-los
Na semana passada, a convite da minha esposa (psicóloga e coordenadora de mentoria do grupo) Ana Flávia, participei de um encontro do BNI Sepotuba, aqui em Tangará da Serra. Para quem não conhece, a BNI é uma das maiores redes de networking de negócios do mundo, um grupo seleto de empresários e empresárias que se reúne semanalmente com um propósito claro: trocar indicações qualificadas, fortalecer conexões reais e crescer juntos. Uma metodologia séria, que vale muito conhecer.
Ao final do encontro, fui apresentado ao empresário André Gutierrez, proprietário da Flyworld Viagens, cujo lema é: “Transformamos seus sonhos em viagens inesquecíveis.” Ele disse que lê meus artigos toda semana e gosta muito. E enquanto conversávamos, pensei no quanto o trabalho dele tem a ver com o que escrevo aqui. Viajar com a família é uma das poucas formas de sair da rotina que anestesia e voltar a enxergar quem se ama. A mudança de cenário resgata o afeto que o cotidiano foi cobrindo sem que percebêssemos.
Tem algo que poucas pessoas percebem sobre quem escreve: nunca se sabe de verdade para quem se está falando. Eu sei que esses textos chegam em muitos lugares, em diferentes cidades, em diferentes momentos de vida. Mas não sei em quais mãos pousam, em qual manhã de quarta-feira são abertos, em qual instante de uma vida entram sem pedir licença. Escrever, nesse sentido, é um ato de fé. Você lança a palavra e não vê onde ela cai.
Então, quando alguém vem até mim e diz que leu, que alguma coisa ali tocou, fez pensar, ajudou a entender algo que estava sem nome, é como se a palavra finalmente encontrasse endereço. Como se todo aquele esforço de tentar dizer algo verdadeiro tivesse valido a pena.
Isso, eu não sei explicar direito o que faz por dentro. Mas é combustível. É o que me faz continuar.
Então o artigo de hoje é esse. Na pessoa do André da FlyWorld Viagens, quero agradecer a cada um que toda quarta-feira abre esse espaço e lê o que escrevo. A cada um que já me parou na rua, mandou mensagem, ou simplesmente leu em silêncio sem dizer nada, porque silêncio também é resposta, quando vem de quem foi tocado.
Vocês são o motivo pelo qual continuo. Escrever sem leitores é um diário. Escrever sabendo que alguém do outro lado espera é um compromisso. E compromissos, quando nascem do afeto, nos fazem melhores do que éramos antes de firmá-los.