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VIA DE MÃO DUPLA - Infraestrutura e mercado imobiliário redesenham Tangará da Serra

Assessoria Especial 30/07/2026 Geral

Obras de mobilidade urbana e novos empreendimentos privados impulsionam um ciclo de desenvolvimento

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Tangará da Serra vive uma nova fase de expansão urbana. Novas avenidas, duplicações viárias, ligações entre bairros e investimentos em mobilidade vêm sendo acompanhados por uma expansão consistente do mercado imobiliário, formando um ciclo em que investimentos públicos e privados se retroalimentam e impulsionam o desenvolvimento da cidade.

De um lado, a infraestrutura amplia o potencial de novas áreas urbanas. De outro, os empreendimentos privados geram demanda por mobilidade, saneamento, energia, iluminação, telecomunicações e demais serviços públicos. É uma relação de mão dupla que vem redesenhando os vetores de crescimento do município.

Para investidores, o momento reúne perspectivas favoráveis de valorização no curto, médio e longo prazo.

“É um ciclo virtuoso, em que obras estruturantes e investimentos privados passam a se retroalimentar, contribuindo para o crescimento ordenado da cidade e gerando boas expectativas”,

afirma o empresário Jakson Lorenzetti, da Empreendimentos Tarumã.

Segundo ele, a atualização do Plano Diretor Participativo (Lei Complementar nº 317/2024), que ampliou a Zona de Expansão Urbana (ZEU), consolidou esse novo cenário ao incorporar áreas destinadas ao crescimento planejado da cidade e abrir espaço para futuros investimentos imobiliários, comerciais e de serviços.

As intervenções viárias executadas e projetadas pelo município vêm consolidando novos eixos de desenvolvimento urbano. O prolongamento da Avenida Lourdes Lorenzetti, a duplicação da Avenida Nilo Torres, as obras na Avenida Zelino Lorenzetti e a futura ligação da Avenida Tancredo de Almeida Neves aos bairros Buritis e Morada do Sol são exemplos de investimentos que ampliam a integração urbana, reduzem o tempo de deslocamento e valorizam novas áreas para ocupação.

Ao mesmo tempo, a implantação de empreendimentos imobiliários amplia a demanda por infraestrutura pública. Forma-se, assim, um ciclo em que planejamento urbano e iniciativa privada caminham lado a lado.

Para o engenheiro civil, economista e especialista em logística Silvio Tupinambá, esse processo é característico de cidades que atravessam um ciclo consistente de expansão.

“A relação de mão dupla entre infraestrutura e mercado imobiliário em Tangará da Serra requer respostas políticas e logísticas que alinhem timing, financiamento e regulação urbana. E é justamente isso que estamos vendo acontecer na cidade”.

Segundo Tupinambá, quando planejamento urbano e investimentos privados caminham de forma coordenada, ampliam a malha urbana, fortalecem a economia local e consolidam novos vetores de desenvolvimento.

Na visão do arquiteto e urbanista Ariston Junior, a mobilidade urbana também reorganiza o crescimento da cidade e cria novas oportunidades para o mercado imobiliário.

“Na prática, isso significa que os bairros passam a ganhar comércio, serviços e vida própria, tornando-se menos dependentes da região central. É um urbanismo percebido no dia a dia, e não apenas no papel”,

afirma.

Ariston ressalta, porém, que a expansão precisa ser acompanhada por saneamento, drenagem, iluminação, áreas verdes e equipamentos públicos, garantindo um crescimento urbano equilibrado.
 

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