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MENOR NÚMERO DESDE 1998 - MT registra redução histórica de focos de calor em julho; Bombeiros reforçam alerta durante período de estiagem

Assessoria 04/08/2026 Polícia

Mato Grosso encerrou o mês de julho com o menor número de focos de calor registrado na série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/BD Queimadas), iniciada em 1998

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MT registra redução histórica  de focos de calor em julho;  Bombeiros reforçam alerta  durante período de estiagem

Mato Grosso encerrou o mês de julho com o menor número de focos de calor registrado na série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/BD Queimadas), iniciada em 1998. A redução foi de 78,15% em comparação com a média dos últimos 28 anos, resultado que evidencia os avanços das ações preventivas e reforça a importância da participação da população.

De acordo com os dados do INPE, o Estado contabilizou 746 focos de calor em julho de 2026, número significativamente inferior à média histórica para o mês, que é de 3.414 registros. Desse total, 60% estão em áreas federais, como terras indígenas e assentamentos, nas quais o combate deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Esse resultado também representa uma redução de aproximadamente 26,65% em relação a julho de 2025, quando foram registrados 1.017 focos, que, até então, representavam o menor índice da série histórica para o período. Apesar do cenário positivo, o Corpo de Bombeiros mantém o alerta de que o período de estiagem exige atenção redobrada, especialmente diante da previsão de impactos do fenômeno El Niño e das condições climáticas que favorecem a propagação do fogo, como baixa umidade, altas temperaturas e ventos fortes.

De acordo com o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza, os resultados refletem o trabalho integrado de prevenção, fiscalização e conscientização realizado no primeiro semestre deste ano e que deve se intensificar para minimizar os riscos durante a estiagem.

“Os números demonstram que as ações preventivas vêm contribuindo para a redução dos focos de calor, mas não significam que o risco tenha diminuído. O período de estiagem exige cuidado redobrado, principalmente porque as condições climáticas favorecem a propagação do fogo. A colaboração da população é fundamental para evitarmos ocorrências de grandes proporções”,

afirmou.

O comandante reforçou ainda a necessidade de que a população permaneça vigilante durante toda a estiagem, denuncie práticas irregulares de uso do fogo pelos telefones 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros) e respeite as restrições estabelecidas durante o período proibitivo, medida que tem se mostrado eficaz na redução dos focos de calor.


PERÍODO DE ESTIAGEM - Mato Grosso registra 36 focos de calor em um único dia

Desse total, 20 focos de calor estão no bioma Amazônia, 15 no Cerrado e um no Pantanal

Em Mato Grosso, foram registrados 36 focos de calor somente no domingo, 2, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

Desse total, 20 focos de calor estão no bioma Amazônia, 15 no Cerrado e um no Pantanal. Em terras indígenas, foram registrados 11 focos, distribuídos da seguinte forma: quatro na Terra Indígena Enawenê-Nawê, em Juína; três na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; dois na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em General Carneiro; um na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; e um na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Canarana.

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção dos incêndios nos municípios de Chapada dos Guimarães, Guiratinga e São Felix do Araguaia.

Proibição do uso do fogo - O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

 



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