Justiça manteve quatro qualificadoras contra Rairo Andrey Borges Lemos
Rairo Andrey Borges Lemos, acusado de matar o próprio filho, Davi Lucca da Silva Lemos, de 2 anos, por ciúmes da mãe da criança, vai ser julgado pelo Tribunal do Júri em Sorriso.
O juiz Rafael Deprá Panichella pronunciou Rairo por homicídio qualificado e manteve as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo fato de Davi ter menos de 14 anos. Ele também responderá pela posse irregular de munições. A data do julgamento ainda não foi definida.
O crime ocorreu no dia 2 de janeiro deste ano, na casa de Rairo. No dia seguinte, ele confessou à polícia que matou o filho por ciúmes da ex. Antes do crime, ele também escreveu uma carta de despedida afirmando que mataria a criança por não aceitar o fim do relacionamento com a mãe do menino. Rairo e a mãe de Davi estavam separados havia cerca de duas semanas.
Segundo o boletim de ocorrência, quando a Polícia Militar chegou ao local, a criança já havia sido levada para atendimento médico, mas não resistiu.
Em depoimento à Justiça, a delegada Layssa Crisóstomo de Paula Leal contou que Rairo apresentou duas versões sobre o que ocorreu.
Apesar da confissão relatada por policiais durante a investigação, Rairo mudou a versão ao ser interrogado em juízo. Ele negou ter matado Davi e afirmou não se lembrar do que aconteceu na noite do crime.
Rairo deverá permanecer preso enquanto aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri.
A Justiça negou a ele o direito de recorrer em liberdade. Na decisão, o juiz citou a gravidade do crime, a forma como a morte teria ocorrido e a suposta motivação de vingança e retaliação contra a ex-companheira para manter a prisão preventiva.