Foram cumpridos mandados em Tangará da Serra, Cuiabá e São José dos Quatro Marcos
A Polícia Judiciária Civil deflagrou nesta quarta-feira, 19, uma operação destinada a desarticular uma estrutura criminosa envolvida, em tese, com o tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa, com indícios de vínculo com uma facção criminosa.
A ação foi desencadeada após trabalho investigativo que teve início a partir da apreensão de entorpecentes e aparelhos celulares. A análise do conteúdo extraído dos dispositivos permitiu identificar diálogos, grupos de comunicação, linguagem codificada, cobranças, comercialização de entorpecentes e movimentações financeiras, além de elementos que apontaram para a atuação coordenada dos investigados e a divisão de tarefas dentro da estrutura criminosa.
Ao todo, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio e indisponibilidade de valores, em Tangará da Serra, Cuiabá e São José dos Quatro Marcos.
“São os cabeças na venda de drogas aqui no município de Tangará da Serra. Essa investigação iniciou há alguns meses e conseguimos identificar que eles eram os chefes nessa articulação, venda, comercialização de drogas, e conseguimos dar o cumprimento desses mandados judiciais”,
informa o delegado Ivan Albuquerque.
A investigação apontou que os envolvidos exerciam diferentes funções dentro da estrutura criminosa, incluindo atividades relacionadas à comercialização de drogas, cobrança de valores, comunicação entre integrantes e movimentação financeira.
“Não haverá espaço, o crime organizado não vai crescer aqui em Tangará da Serra. O trabalho não cessa. As investigações são constantes, o tempo todo, elas não param”,
assegura a autoridade policial.
A operação representa mais uma ação da Polícia Judiciária Civil no enfrentamento ao tráfico de drogas e às organizações criminosas, especialmente por meio da identificação dos diferentes integrantes e da estrutura utilizada para a prática das atividades ilícitas.
Prova disso, é que um dos integrantes já está preso.
“Estava preso na penitenciária de Cuiabá, mas ganhamos provas através desse trabalho da equipe de inteligência da 1ª DP, e esse permaneceu há mais tempo preso”.