A viagem durou uma semana em companhia de outros 26 estudantes
Tangará da Serra tem despontado no cenário não somente estadual, mas também nacional, mostrando que a Educação transforma vidas e abre caminhos para novos saberes. Prova disso, são alunos das escolas vocacionadas que tem se destacado no esporte, línguas e agora na política com a aluna Maria Eduarda Santos de Arruda, que esteve recentemente em Brasília, representando o município como Senadora Mirim.
A aluna estuda na Escola Estadual 29 de Novembro, que concorreu com mais de 200 escolas de Mato Grosso no Programa Jovem Senador, promovido pelo Senado Federal.
Ela foi escolhida entre quase 8 mil estudantes, e esteve na capital da república, onde conheceu de perto a rotina dos senadores. Além de representar Tangará da Serra, Maria representou o Mato Grosso no programa, sendo escolhida depois que a redação escrita por ela, foi selecionada entre os textos inscritos no estado.
Para garantir sua vaga, ela discorreu sobre o tema “Democracia nas redes sociais”, quando defendeu a inclusão do ensino digital nos currículos escolares como forma de preparar os jovens para o uso consciente da internet.
Maria Eduarda retornou nesta segunda-feira, 24, e falou um pouco mais dos argumentos que utilizou para que a sua redação fosse escolhida.
“Dentro da rede social hoje em dia a gente tem muito discurso de ódio, a gente tem muita ofensa, muito ataque pessoal contra pessoas, então, quando a gente fala sobre esse tema, a gente tenta mostrar para população que a internet não é uma terra sem lei, que você não pode sair jogando palavras de ódio dentro da internet e achando que nunca terá uma punição, e muito pelo contrário, quando você joga as suas palavras dentro das redes sociais sem medir até onde isso vai alcançar, você não sabe o estrago que você tá fazendo”.
Durante sua chegada à escola, foi acolhida com festa e admiração, acompanhada dos pais e do professor Ewerton Rezer Gindri, que acompanhou o processo e destacou a importância da participação das unidades escolares na iniciativa.
A viagem durou uma semana em companhia de outros 26 estudantes, que ocuparam simbolicamente as cadeiras dos senadores que representam os estados e o Distrito Federal.
Os jovens participaram de comissões, apresentaram propostas, discutiram temas de interesse nacional e votaram projetos. A experiência permite que eles conheçam, na prática, o funcionamento do processo legislativo e o trabalho desenvolvido no Senado.
Jovem Senador 2026 termina com projetos aprovados e relatos emocionantes
Textos aprovados serão transformados em sugestões legislativas
Agência Senado
Os 27 estudantes do Programa Jovem Senador e Jovem Senadora Brasileiros encerraram no último dia 21 de agosto a semana de vivência legislativa com a aprovação de três propostas, voltadas ao acolhimento de estudantes imigrantes e refugiados, à ampliação de oportunidades para jovens e à prevenção da violência contra meninas e mulheres.
Depois das votações, os representantes dos 26 estados e do Distrito Federal ocuparam a tribuna do Plenário para falar sobre as trajetórias e o que aprenderam durante a passagem pelo Senado. Os textos aprovados serão transformados em sugestões legislativas e encaminhados à Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. Se forem aprovados pela comissão, passarão a tramitar como projetos de lei na Casa.
A primeira proposta aprovada foi o Projeto de Lei do Senado Jovem (PLSJ) 1/2026, que cria a Política Nacional de Apoio e Acompanhamento ao Estudante Imigrante. O texto prevê ações para enfrentar barreiras linguísticas e culturais, combater a xenofobia e oferecer apoio à adaptação de estudantes à escola.
Também aprovado, o PLSJ 2/2026 institui a Política Nacional de Desenvolvimento Escolar e Cidadania, chamada Juventude Sem Barreiras. A proposta reúne ações de letramento digital, participação democrática e acesso a oportunidades educacionais e profissionais.
Entre as medidas estão ações para o uso crítico e seguro das tecnologias digitais, inclusive inteligência artificial; incentivo ao alistamento eleitoral de jovens de 16 a 18 anos nas escolas públicas; um portal para reunir informações sobre bolsas, estágios, vagas de trabalho, intercâmbios e cursos; e mecanismos de apoio à transição entre a educação básica, o ensino superior, a educação profissional e o mercado de trabalho.
A terceira proposta, o PLSJ 3/2026, cria a Política Nacional de Prevenção à Violência contra Meninas e Mulheres, com ações nas áreas de educação, segurança pública, tecnologia e mídia. O texto prevê, entre outras medidas, programas educativos de prevenção, inclusive dirigidos a meninos e homens adultos; identificação de locais com maior risco de violência; melhoria da iluminação e da sinalização nas vias públicas; e uso de videomonitoramento.