O sistema de aquaponia integra piscicultura com produção de hortaliças
O projeto Ciclo Vivo, uma iniciativa inovadora da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), realizou no dia 9 de julho a primeira despesca no Instituto Resgate e Liberdade, João Luiz Pizzato, em Tangará da Serra. O sistema de aquaponia, que integra piscicultura com produção de hortaliças, promove o uso eficiente da água, reaproveitamento de resíduos e inclusão social, beneficiando principalmente comunidades terapêuticas e rurais.
Com aproximadamente 1,7 mil tilápias distribuídas em seis tanques, cerca de 300 peixes, com peso médio de 600 gramas, foram retirados na primeira colheita. Toda a produção – peixes e hortaliças – é destinada à alimentação dos internos da casa terapêutica.
“Graças a esse projeto conseguimos suplementar, conseguimos fazer com que as nossas refeições sejam bem mais atrativas”,
destacou o coordenador do Instituto Resgate e Liberdade, José Luiz Pizzato.
Além da suplementação alimentar, o projeto oferece atividade terapêutica e ocupacional aos acolhidos. O diferencial do Ciclo Vivo está na tecnologia empregada: os resíduos sólidos dos peixes são filtrados de forma analógica e utilizados na irrigação externa. A água restante passa por filtros biológicos com pastilhas bacterianas alemãs, retornando limpa ao sistema. Em seis meses de funcionamento, não foi necessária a reposição de água.
Visitando o projeto na manhã da última sexta-feira, 11 de julho, para conferir de perto os resultados do projeto Ciclo Vivo, a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Carolina Domingues Fujioka, destacou como “inspirador e brilhante” a iniciativa implantada de forma inédita em Tangará.
“É um projeto de produção de alimentos que respeita o meio ambiente. Então, nós chamamos de ciclo vivo, porque aquilo que não pode voltar para a água do peixinho, ele vem aqui para a alface. Aquilo que não pode vir aqui para a alface, ele vai ali para aquela horta. Aquilo que não pode ir ali para aquela horta, a galinha vai comer, vai virar um ovo. Então, é um ciclo vivo”,
explicou.
O sistema, de acordo com o coordenador de incentivos às atividades produtivas sustentáveis da Seaf, Brasílio Antônio Ferreira Soares, permite a produção de até duas mil hortaliças em 70 metros quadrados e 250 quilos de peixe em 72 metros quadrados, com economia hídrica estimada em 90%.
O projeto foi viabilizado com investimento de R$ 200 mil, via emenda parlamentar. (Com informações Serra FM / Assessoria Seaf-MT)