Diário da Serra

Presidente da Aprosoja critica recomendação do MP

Paulo Desidério / Redação DS 03/02/2020 Rural

MP pediu suspensão de testes com soja em fevereiro

Medida impacta agenda dos produtores rurais

O Ministério Público Estadual (MPE) pediu a suspensão do plantio experimental de soja neste mês de fevereiro no estado de Mato Grosso. Embora houvesse um acordo selado entre a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja) e Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), via Câmara de Medição e Arbitragem (AMIS), prevendo o plantio de soja como experimento para este mês, o MPE notificou todos os órgãos envolvidos e sugeriu a suspensão.


O órgão argumenta que o experimento pode contribuir para a disseminação da ferrugem asiática, bem como prejuízos à produção do grão, gerando consequências catastróficas ao meio ambiente. Em entrevista ao Primeira Hora na rádio Serra FM, o presidente da Aprosoja, Antônio Galvan, falou sobre a recomendação.


“É uma recomendatória, nós vamos tomar os procedimentos legais com certeza absoluta, porque nós temos uma decisão da própria Procuradoria do Ministério Público também, aonde ela coloca que a instrução normativa não atendeu os preceitos da lei e torna ela como inconstitucional. Isso está relatado, documentado", explica, ao pontuar que o produtor rural não pode perder prazos com relação às pesquisas, que são exigidas por lei.


“Não existia essa situação antes de 2015. O produtor plantava no final de janeiro para se fazer a semente que sabe-se que se colhe num período propício na seca, em maio normalmente, para ele plantar. É um direito que se assegura na lei de cultivares para o produtor fazer isso. Tentaram de toda forma boicotar esse direito do produtor seja em Brasília ou aqui e como conseguiram, fizeram à revelia do que a lei determina para se fazer uma instrução normativa”, afirmou Galvan, ao citar que em pesquisa de opinião, cerca de 80% dos produtores preferiram fevereiro como mês ideal para os experimentos. 


SENADO – Filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), mesmo partido do vice-governador Otaviano Pivetta, Galvan também é apontado como pré-candidato ao Senado, por ser nome forte do agro no estado. Sobre a eleição suplementar, ele reforçou que seu nome está à disposição.


“Hoje a gente está como pré-candidato, estamos trabalhando, costurando algumas alianças para a gente tentar ver se viabiliza essa candidatura. Unir qualquer coisa nesse país hoje é difícil, mas a grande maioria dos agropecuaristas vão estar com a gente, porque veem o sentimento dessa luta, desse trabalho", declarou.



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