Diário da Serra

Produtor de abacaxi pérola de Tangará se destaca em Mato Grosso

Redação DS 29/07/2019 Geral
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Engana-se quem ainda pensa que Mato Grosso é sinônimo apenas do trio soja, milho e algodão. Uma produção de abacaxi mudou a vida de uma família de Tangará da Serra. Há 15 anos, Silvano Aparecido Barbosa e seu pai José Salvador Barbosa iniciaram o plantio por conta de uma oportunidade ao acaso e os resultados foram positivos ano após ano. Hoje, eles passaram de 40 mil pés de abacaxi pérola para aproximadamente um milhão de pés plantados.

 

“Já tinha cultivado milho, feijão, arroz, amendoim, abóbora e mandioca. Mas, nosso carro chefe era a vassoura caipira. Até que surgiu um projeto na cidade envolvendo a instalação de uma indústria de polpa de fruta e o governo passou a doar mudas para quem fosse homologado. Não éramos e, com isso, foi-se o sonho. Só que sobrou uma carreta cheia de mudas que ninguém queria, pois já estavam apodrecendo. Aí, o pessoal da Empaer entrou em contato e nos ofereceu”, relembra.

 

O produtor rural ressalta que a produção teve início de forma tímida no assentamento em que moravam. “Plantamos nos 40 lotes e vendemos a produção para a indústria de polpa. Com a entrega, não sobrou nada da primeira colheita. Mas, não desanimamos. Meu pai nos incentivou a plantar novamente. Dessa vez, começamos a vender na rua e em barraquinhas nas feiras. Então, percebemos que, por ser tudo manual, até a limpeza era muito difícil”, destaca.

 

Com o tempo, Silvano e a família enxergaram a necessidade de investir no negócio. “Procuramos ferramentas para o trabalho como, por exemplo, cavalo e arado – que ajudaram muito. Ainda assim estava puxado. Afinal, o abacaxi é uma fruta de ciclo longo – mínimo de 18 meses – e tem colheita manual. Logo, fizemos uma sociedade e compramos um trator. Hoje, trabalhamos em grupo familiar – não mais como sócios. Mas, trocamos diárias e ajudamos uns aos outros”.

 

CULTIVO E COMERCIALIZAÇÃO

 

O produtor rural explica que a variedade mais consumida na região é o abacaxi pérola, o que motivou sua escolha para cultivo e comercialização. “Nós optamos por plantá-lo por perceber nele uma fonte de renda. É uma fruta que serve tanto para mesa quanto para sucos. Ou seja, para consumir in natura. O custo de produção fica em torno de R$ 25 mil por hectare, sendo que cada hectare rende de 35-38 mil abacaxis por colheita”, avalia.

 

Silvano complementa que a produção é comercializada em Mato Grosso. “Vendemos o abacaxi na região de Tangará da Serra, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Sapezal, Juína e enviamos até para Juruena. Contudo, a lucratividade varia entre 10-35%, pois depende do terreno em que as mudas são plantadas – que, em grande parte, é argiloso. Em média, as safras apresentam frutas de 1,4 kg para venda”, reforça.

 

E a previsão é de ampliar a plantação em 2020. “Todo ano projetamos uma meta de crescimento de plantio de 5%. Já temos equipamentos novos como pulverizadores e um trator grande – como o 5078e cabinado, que ajuda muito por conta do nosso solo. Mas, tenho muita vontade de fazer um plantio utilizando tecnologia de precisão, como já é oferecida pelos maquinários da John Deere – que somos clientes pela Áster Máquinas. Acredito que devagar chegamos lá com o melhor abacaxi do mundo”, finaliza.

 

Com informações  e fotos ZF Press

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