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ENCERRAMENTO – Ações do Agosto Lilás encerram com atividades desenvolvidas pela OAB Tangará

Rosi Oliveira / Redação DS 26/08/2026 Geral

Mês foi de intensas atividades voltadas a combater a violência contra a mulher

Acontece no sábado, às 9h30, no Dellas Beauty

Ações do Agosto Lilás encerram com atividades desenvolvidas pela OAB Tangará

Iniciadas no começo do mês de agosto, as atividades chamando a atenção para o Agosto Lilás foram intensas e trouxeram visibilidade a diversas ações que beneficiam as mulheres, e também, aquelas que afetam os responsáveis por violências de quais formas sejam, contra o sexo feminino.

Preparadas pela Prefeitura Municipal de Tangará da Serra, através do Gabinete de Políticas Públicas (GPPM) e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), as atividades foram amplas para alcançar o maior número possível de pessoas. Para isso, foram realizadas blitz, roda de conversa e Curso TCE Pró Mulher para integrantes da rede de enfrentamento à violência contra a mulher.

Para a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Katia Gouveia, as atividades têm alcançado mais pessoas a cada ano.

“Foram ações muito gratificantes, nas quais levamos informações para a população”,

comenta.

Katia esteve na manhã desta quarta-feira, dia 26, na Rádio Serra FM, participando do Programa 1ª Hora e destacou os avanços no combate à violência contra a mulher com a implantação da rede de enfrentamento.

“Em Tangará da Serra, a violência contra a mulher não é um problema de uma pessoa, é um problema de todos. A rede está posta para amenizar essa terrível situação”.

Na oportunidade, a presidente destacou que o município possui vários pontos para o recebimento de denúncias e pedidos de ajuda às mulheres.

“Pode pedir socorro ao Poder Judiciário, OAB, Ministério Público, Defensoria, Cras, Creas, Gabinete de Políticas Públicas, todas as pessoas envolvidas com a segurança, com o Direito, até o Executivo, fazem parte dessa rede de enfrentamento”.

salienta.

A presidente pontuou ainda que as ações foram elaboradas para acolher todas as mulheres.

“A gente quer abranger a mulher de Tangará num todo, a mulher rural, a mulher negra, a mulher LGBT. Queremos abranger todo o coletivo de mulheres porque, quando a gente fala de política, é para todos. Não é para uma camada apenas”.

A última atividade da campanha acontece neste sábado, dia 29, às 9h30, no Dellas Beauty, onde haverá conversa especial sobre autoestima feminina com Larissa Guedes, além de curso de automaquiagem com a equipe Dellas Beauty, sorteio de brindes e coffee break.

“Acima de tudo, um momento de encontro, conexão e valorização entre mulheres”.

O evento foi elaborado para 35 mulheres e é uma realização da Subseção da OAB de Tangará, através da Comissão da Mulher Advogada e Comissão de Eventos.


Mudança na Lei Maria da Penha foi um grande avanço, diz advogada

As ações de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher alcançaram Tangará da Serra. A programação buscou reforçar a importância da atuação integrada da rede de proteção, uma vez que o Agosto Lilás faz referência ao aniversário da Lei Maria da Penha e busca ampliar a conscientização da sociedade sobre a prevenção e o combate à violência doméstica e familiar, além da promoção de uma cultura de respeito, proteção e garantia dos direitos das mulheres.

O mês, além de comemorar a criação da Lei nº 11.340, sancionada em 7 de agosto de 2006, que ampara mulheres, no dia 19 de agosto, teve através do Supremo Tribunal Federal (STF) mais um motivo de comemoração. O STF expandiu o alcance da lei que antes exigia vínculo para ser utilizada. Decidiu que as medidas protetivas de urgência se aplicam a qualquer caso de violência de gênero.

Para a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Katia Gouveia, que é advogada, é um avanço imenso.

“Antes desse entendimento, a mulher só tinha medida protetiva se fosse filho, se fosse marido, cônjuge, ex-cônjuge. Hoje, não. Hoje, qualquer violência de gênero que uma mulher vier a sofrer, tem direito a pedir a medida protetiva. Isso é muito importante porque acaba dando mais amparo. Ela foi estendida e alcança hoje qualquer situação. O intuito desse entendimento se deu para a proteção do gênero feminino. Então, é mais um avanço”,

comemora.



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