Com temperaturas elevadas e a falta de conscientização por parte de alguns, infelizmente apesar da proibição, Mato Grosso mantêm a posição de responsável por mais da metade dos focos de calor registrados na Amazônia no primeiro semestre de 2023. Ao todo, o Estado contabilizou 4.569 focos, o equivalente a 55% do total. Os dados foram divulgados pelo Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Ajudando a manter essa posição, Tangará da Serra segue registrando muitos desses pontos de queimadas, apesar do período proibitivo na zona rural, que iniciou no dia 1º de julho.
Embora as autoridades e o Corpo de Bombeiros realizem palestras orientativas e programa de combate às queimadas, o número em 2023 não demonstra até o momento diminuição em relação ao ano anterior.
No ano de 2022 de janeiro a agosto foram registrados 154 incêndios em vegetação. Em 2023, até o momento, foram 192. No total, de janeiro a dezembro do ano passado foram 243 registros.
Conforme o Tenente-Coronel do Corpo de Bombeiros Militar, Rafael Correia dos Reis, o gráfico não demonstra mudanças substanciais.
“Dos dados que colhemos até o momento, a variação foi praticamente insignificante”,
revela, salientando que os dados são contabilizados de julho à setembro, quando se encerra a temporada de incêndios florestais e, por isso, ainda não estão fechados.
“Mas se a gente comparar os meses de julho, início de agosto de 2022 com 2023 não podemos dizer que aumentaram ou diminuíram porque essa margem foi insignificante”,
salienta o Tenente-Coronel.
Ainda, conforme o comandante, o que realmente eleva esses números é a falta de conscientização.
Cabe salientar, que em trabalho conjunto, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Municipal de Meio Ambiente (Semmea), estão autuando munícipes por realizarem queimadas na zona urbana. Já na zona rural, todo ponto de calor está sendo monitorado e detectado por satélites que enviam informações aos órgãos competentes que farão a responsabilização do proprietário da área afetada.
Como em Tangará, áreas do Comando VI seguem com dados sem variaçãoEmbora as temperaturas elevadas possam causar um ponto de ignição (fogo espontâneo), o componente humano é a maior causa de queimadas. Seja por vontade própria, com finalidade de queimar determinada área mesmo, ou por falta de conhecimento e de preparo que pode se tornar uma queimada fora do controle. Assim a maioria das queimadas são vistas pelo Tenente-Coronel do Corpo de Bombeiros Militar, Rafael Correia dos Reis.
“A gente sabe que a questão do fogo espontâneo existe, mas comparando-se com a intervenção do ser humano nos incêndios florestais é irrisório. O fator humano nos inícios dos incêndios é preponderante”,
destaca o comandante.
Embora os órgãos envidem todos os esforços para que queimadas não sejas realizadas, esse para muitos, é o meio mais rápido. E por esse fato, os números seguem altos não apenas em Tangará da Serra, mas em toda a circunscrição pela qual a 3ª Companhia Independente Bombeiro Militar de Tangará da Serra ‘Valmir Bezerra de Jesus’, é responsável e, que não dispõem de unidades operacionais. Nesses municípios, a saber, Nova Olímpia, Barra do Bugres, Aripuanã, Colniza, Juara e Cotriguaçu, os dados seguem iguais aos do ano anterior, sem grandes diferenças.
“Os dados estatísticos que a gente tem até o momento são estáveis. Até porque esse ano diferentemente do ano passado a chuva chegou mais cedo em Aripuanã e Colniza”,
destaca o Tenente-Coronel.




