Tangará da Serra iniciou mais uma edição dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, mobilização internacional presente em mais de 180 países e que, no Brasil, ganhou formato ampliado para destacar a realidade das mulheres negras e fortalecer a articulação comunitária. A campanha, promovida pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), segue até 10 de dezembro com um calendário que reúne ações presenciais, conteúdos digitais, atividades educativas e fortalecimento da rede de proteção.
Segundo a presidente do CMDM, Gleysi Garcia, o movimento tem caráter global. A atividade global surgiu em 1991, com a campanha dos 16 Days of Activism Against Gender-Based Violence, marcada entre 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.
“21 Dias de Ativismo é uma ação a nível mundial. Ela foi proposta pela ONU no primeiro momento, o Brasil aderiu e tem os três anos que Tangará da Serra vem aderindo esses 21 dias também”.
A programação deste ano inclui atividades online e ações presenciais.
“Nesse ano nós preparamos algumas atividades online e duas ou três ações pontuais presencial. A primeira presencial é o lançamento do protocolo Não é Não Mulheres Seguras, que é um protocolo onde a gente convida os proprietários de estabelecimentos comerciais a ir no nosso treinamento sobre o que fazer em caso de assédio, importunação sexual, violência por si só”.
Nesta semana, de 24 a 28 de novembro, o foco é consentimento e saúde da mulher, além de uma blitz na Praça da Bíblia.
“Vamos distribuir panfletos e os laços brancos para os homens”.
Ainda, de 1º a 5 de dezembro, tratarão sobre os direitos, deficiência e Aids; e 10 de dezembro encerram as atividades, no Dia Internacional dos Direitos Humanos.
“E durante os dias temos posts no Instagram referentes às datas que compõem os 21 dias”.
O calendário inclui reels, posts informativos, materiais educativos, rodas de conversa e participação em eventos comunitários. Os conteúdos abordam temas como consentimento, saúde da mulher, AIDS, direitos sexuais e reprodutivos, combate ao racismo, inclusão de pessoas com deficiência e o movimento do Laço Branco, que incentiva os homens a se comprometerem com o enfrentamento à violência de gênero.
CMDM reforça apoio às vítimas e destaca ações permanentes de combate à violência
O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) reforça que as ações de combate à violência não se encerram com os 21 Dias de Ativismo.
Segundo a presidente Gleysi Garcia, o movimento internacional amplia o debate, mas o trabalho no município acontece de forma permanente.
Gleysi destaca que Tangará da Serra dispõe de diversos meios de proteção.
“Hoje nós temos diversos canais de denúncia, temos a Patrulha Maria da Penha que integra inclusive o Conselho Municipal. Identificou uma situação de risco? Denuncia, faz o B.O., requer a medida protetiva e a Patrulha Maria da Penha automaticamente já vai te acionar”.
Ela reforça que o atendimento considera todas as necessidades da vítima.
“(...) a Patrulha faz essa identificação e faz os encaminhamentos. Então sim, tem saída, não precisa ficar nessa situação [de violência]”.
As ações do Conselho continuam durante todo o ano, além da campanha.
“O conselho faz diagnóstico das violências na cidade, faz diagnóstico das necessidades das mulheres, sejam de necessidade urbana, por exemplo, na rua da minha casa é muito escuro, e eu passo nela a pé todos os dias, o conselho tem feito essas ações também, de saber o que as mulheres estão precisando desse tipo de ação, as mulheres estão precisando de creche naquele bairro para as crianças”,
explica, a garantir que o CMDM mantém diálogo constante com o poder público.
“O conselho faz a sua movimentação, leva ao poder público, leva para a Câmara de Vereadores, então a nossa ação é ao longo de todo o ano”.




