Depois de dois anos usando máscaras em todos os lugares – ambientes públicos e privados, abertos ou fechados – munícipes de Tangará da Serra estão há um mês ‘livres’ deste equipamento.
No dia 9 de março passado, o prefeito Vander Masson publicou o Decreto nº 061, atualizando as medidas restritivas para conter a disseminação da Covid-19, tornando facultativo o uso de máscaras no Município. Para a mudança, o chefe do Executivo Municipal levou em consideração o Decreto Estadual nº 1.034, de 08 de março de 2022, do Governo do Estado, que também tornou facultativo o uso de máscara, assim como o baixo índice de casos de Covid ativos no Município.
Naquela oportunidade, Tangará da Serra tinha apenas 21 pessoas em isolamento domiciliar, com somente seis testes positivados em 24 horas. Além disso, quatro pessoas estavam internadas em leitos de UTI Covid e outras duas em enfermaria pública. O número total de confirmados era de 23.086 e curados, 22.661. Óbitos somavam 385.
Trinta dias depois, Tangará contabiliza 23.218 casos confirmados, 22.799 pacientes curados e 387 óbitos. Ainda, 16 pessoas seguem em isolamento domiciliar e outras duas internadas em Enfermaria. Os pacientes que estavam na UTI Covid desde janeiro e fevereiro foram transferidos para o Hospital das Clínicas por já serem casos pós covid.
Os números mostram que a doença segue controlada, mesmo com o relaxamento das medidas. Nesse período foram 132 casos confirmados – uma média de quatro confirmações por dia.
“Nos últimos 30 dias a gente manteve uma certa estabilidade de casos, numa média de 2 a 4 casos diários, porém uma procura grande por causa dos sinais e sintomas que são parecidos com a dengue, que tivemos um aumento significativo dos casos”, destaca a secretária Municipal de Saúde, Gicelly Zanatta.
Contudo, mesmo com números satisfatórios, a responsável pede atenção de todos.
“É importante lembrar que essa estabilidade não priva dos cuidados de evitar aglomerações, fazer com que a pessoa mantenha um cuidado maior na questão da higienização, que impede também que tenham outras doenças, pois estamos em um período que temos o aumento das doenças infecciosas nas crianças. Então é um período que temos mais internações de crianças com problemas respiratórios e esse cuidado que tem que se ter com o Covid deve permanecer”.




