Muitos de nós que hoje atuamos em nossas áreas confortavelmente e apresentamos boa técnica e experiência já vivenciamos as incertezas e inseguranças do fim do percurso acadêmico. E agora? Será que realmente tenho conhecimento suficiente para encarar o mercado? Essa é a pergunta que aflige muitas pessoas.

Se verificarmos o dicionário encontraremos a definição para estágio como sendo “período de prática em posto, serviço ou empresa para que um profissional se habilite a exercer bem sua profissão. Alguns dicionários ainda definem como “qualquer período preparatório”. O que nos cabe aqui e dizer a importância desse período prévio para o exercício profissional.

A função de estagiário na empresa pública ou privada às vezes não é vista com o cuidado que merece. Esse jovem que está encerrando sua jornada nos bancos universitários não é um “faz tudo”, alguém que está ali para “quebrar galho” ou mesmo para servir de mão-de-obra precária enquanto um funcionário efetivo não assume. Essa visão transforma o estágio em mera formalidade burocrática tirando-lhe o potencial de preparar o estudante para compreender e lidar com as rotinas produtivas do setor em que irá ingressar em breve.

Quem é da área de jornalismo e se formou no século XX sabe que o estágio já foi prática vedada na nossa profissão. Não queriam que os veículos de comunicação usassem aprendizes nas redações tirando espaço de jornalistas formados e pagando muito menos por um trabalho especializado. Hoje essa legislação mudou e não só é permito como incentivado esse contato com os veículos antes da formatura.

O estágio é uma prática pedagógica que consiste em imersão do acadêmico no campo de trabalho com vistas a que ele conviva com as especificidades de sua futura área de atuação e aprenda ali a dinâmica que vai vivenciar em sua trajetória. Desta feita o licenciando vai à escola, o bacharelando em direito vai ao núcleo de prática jurídica, o futuro engenheiro civil vai ao canteiro de obras e assim sucessivamente.

Esse período rico em experiências pode ser o divisor de águas entre um profissional realizado ou desmotivado com a área que escolheu. Pessoalmente tive a oportunidade de atuar por alguns meses no extinto jornal impresso Folha do Estado de Cuiabá e isto fez toda diferença na minha percepção do que realmente é ser jornalista.

Para quem está se formando na Universidade do Estado de Mato Grosso - Unemat, os cursos sempre tem professores experientes a frente da área de estágio o que garante bom campo para os formandos e a certeza de que uma vez no mundo do trabalho estarão aptos a colocar em atividade todo conhecimento alcançado em sua formação acadêmica.

Miguel Rodrigues Netto é Jornalista/UFMT, Licenciado em Letras/Unicesumar, Mestre em Política Social/UFMT e Doutor em Ciências Sociais/PUC/SP. Professor Adjunto da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT.