Esta semana aconteceu um episódio próximo a mim que me fez refletir sobre: Uma mãe estava com o seu filho no colo, quando um casal a abordou e disse: ‘mãezinha, segura ele melhor, acho que esta posição está ruim para ele’. Você que é mãe e pai (presente) e está lendo este artigo, com certeza se identificou.
Quando uma mulher assume o papel de mãe, a sociedade parece reagir de uma forma peculiar. Subitamente, muitos passam a duvidar de sua capacidade mental e aptidão para tomar decisões próprias. A transição para a maternidade, infelizmente, costuma ser acompanhada por uma desqualificação sistêmica de suas competências, como se, ao tornar-se mãe, ela perdesse seu discernimento.
Nos meus atendimentos clínicos, vejo mulheres competentes serem constantemente questionadas, desde suas escolhas alimentares até suas metodologias de criação. "Deveria mesmo trabalhar tanto estando grávida?", "Será que é certo deixar o bebê chorar?", tais perguntas evidenciam uma cultura que infantiliza mulheres e as distancia da confiança em sua capacidade parental.
Essa reação social não apenas afeta a mãe, mas repercute na criança, que é vista como vítima ou como frágil excessivamente, em função das escolhas da mãe. E os anos passando pouco mudam, as críticas continuam a cada nova etapa do desenvolvimento dos filhos.
Por isso, oriento você mãe que está lendo este texto: FOQUE NO QUE REALMENTE TEM VALOR. A paternidade e maternidade são repletas de desafios e o juízo externo não deve sobrepor-se à sua conexão com seus filhos. Descarte a pressão de agradar a todos. A verdadeira sabedoria está em escutar a si mesma e fortalecer os laços familiares.
Além disso, é importante que você mãe preserve sua identidade para além da maternidade. O equilíbrio entre o cuidado com os filhos e o autocuidado é fundamental para a saúde mental e emocional, o que, por sua vez, cria um ambiente familiar mais harmonioso e propício ao desenvolvimento saudável de todos. Portanto, mães, abracem suas escolhas com coragem e autoconfiança. Sua jornada é legítima, e seu amor é a força motriz que sustenta suas decisões. E lembre-se cada lágrima derramada nos momentos de incerteza é uma prova de amor inabalável.
Euller Sacramento é Psicólogo Clínico
Instagram: @eullersacramento




