O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou por unanimidade o mandato de Neri Geller (PP) por abuso de poder econômico nas eleições de 2018. Com a cassação, Gisela Simona, que obteve 50.682 votos para deputada federal naquele pleito, ficou como suplente de quatro deputados eleitos, sem que nenhum deles tivesse lhe dado a oportunidade de assumir temporariamente como titular.

“Esse mandato era nosso”,

afirmou a servidora do Procon-MT ao receber a informação.

“Estou emocionada porque a gente sabe o sacrifício que foi feito nesta eleição, a quantidade de pessoas que realmente confiaram na gente. A Justiça demorou, mas está sendo feita e o importante é as pessoas acreditarem no voto”.

Gisela Simona lamentou que o poder econômico tenha tirado dela a oportunidade de exercer um mandato popular.

“Embora tardia, eu fico feliz com o resultado de poder, com essa decisão da Justiça, assumir o lugar que era nosso, do povo de Mato Grosso”.

No mesmo dia em que recebeu a notícia da cassação do mandato de Neri Geller, Gisela Simona teve sua candidatura à deputada federal deferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT). O juiz relator Jackson Francisco Coleta Coutinho embasou sua decisão no fato de Gisela estar quite com a Justiça Eleitoral e ser ficha limpa.

Servidora pública e advogada, Gisela Simona foi superintendente do Procon por nove anos, obteve 50.682 votos para deputada federal em 2018, 52.191 votos para prefeita de Cuiabá em 2020, e busca a eleição para a Câmara dos Deputados nestas eleições de 2022 pelo União Brasil.