Assim como em todos os municípios, Tangará da Serra possui uma lista de medicamentos e insumos que a Prefeitura Municipal através da Secretaria de Saúde deve disponibilizar aos munícipes em tratamento. Mas o que muitos não sabem, é que alguns suportes fornecidos são realizados como ajuda e não como determinação.
Nesse caso se enquadram as bolsas de colostomia, que são utilizadas para coletar fezes e gases quando o intestino não pode usar seu caminho natural, devido a uma cirurgia (temporária ou permanente) para condições como câncer, inflamações ou lesões, criando uma abertura (estoma) no abdômen para a saída dos resíduos, que são recolhidos em uma bolsa adesiva externa.
O fornecimento das bolsas pelo município se dá em virtude de que a Secretaria adquire para contribuir, mas, de forma espontânea, sendo a obrigação do fornecimento, por parte do Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá, onde os pacientes realizam um cadastramento para retirada.
Com o aumento da demanda em busca das bolsas coletoras, o município não conseguiu por alguns dias fornecer o material, em face de que muitos dos pacientes não mais estão buscando o hospital responsável para a retirada, mas sim o Município.
“Elas são uma compra extra que o Município faz para atender a demanda dos pacientes. Porém, a real demanda das bolsas tem que ser retirada no Hospital Júlio Müller. Nossa, é apenas um suporte”,
informa Dayana Ciriaco, chefe de assistência farmacêutica.
“Nos últimos meses, a nossa demanda se esgotou, devido ao alto fluxo de atendimento. Os pacientes não estavam mais retirando lá, passaram a retirar tudo aqui”,
comenta.
Devido a esse fato, Dayana informa que a partir de agora está acontecendo o recadastramento dos pacientes no Júlio Müller para a retirada em Tangará da Serra, frente à Secretaria de Saúde.
“As bolsas virão de lá e serão retiradas aqui”,
explica.
De acordo com Damaris Ribas Moraes Zanetti, assessora de Supervisão de Regulação de Enfermagem, para a disponibilização das bolsas existe um pacto entre o hospital universitário e o Município.
“O dinheiro que é do estado deixa de vir para Tangará e fica no Júlio Müller para comprar essas bolsas e trazer para o município”,
ressalta.
Ainda segunda Damaris Ribas Moraes Zanetti, no mês de setembro, houve a licitação para o fornecimento das bolsas de colostomia, mas a empresa vencedora do certame não fez a entrega.
“Solicitamos o descadastramento da empresa e as próximas colocadas também não entregaram”,
destaca, ao anunciar que no momento ocorre um novo processo licitatório para listar novamente as bolsas de colostomia para que o município possa dar o suporte aos pacientes que fazem uso desse material.




