Embora as temperaturas sigam elevadas, no mês de julho e agora em agosto, casos de dengue continuam a ser registrados em Tangará da Serra, que até o momento já registrou 955 casos suspeitos, de residentes no município, que inclusive, investiga uma morte ocorrida que pode ser pela doença.
“Nós tivemos de primeiro de janeiro até hoje esse total de casos suspeitos de dengue, e, até o momento, temos um óbito em investigação”,
revela a coordenadora da Vigilância Epidemiológica Municipal, Juliana Herrero.
De acordo com a responsável esse foi um caso que se complicou, e, evoluiu para óbito, há meses.
Se considerarmos os casos suspeitos da doença até hoje, 16 de agosto, em que já se passaram 228 dias de 2023, temos uma média de mais de quatro casos registrados por dia em Tangará da Serra, mesmo com todo esforço desempenhado pelos Agentes de Endemias.
“A cada ciclo, que é de dois meses nós fazemos as visitas e orientamos, mas muitos moradores ainda não ficam atentos aos cuidados sobre o Aedes Aegypti”,
ressalta Elias Duarte, supervisor de campo da Vigilância Ambiental.
“Muitos acham que não vai acontecer, e quando acontece a doença, perguntam aonde estão os agentes? Nós estamos pelas ruas e casas fazendo o nosso trabalho de alerta e orientação”,
reforça.
“O nosso serviço é orientar, e o do morador, colocar em prática essas orientações e muitas pessoas não reconhecem esse trabalho”,
frisa Elias, que faz questão de dizer, ser esse, um trabalho coletivo.
“Deve ser feito por todos. Precisamos dessa colaboração e conscientização, porque os casos mesmo nesse tempo de seca estão aparecendo bastante”.
Cabe destacar, que o Aedes aegypti não transmite apenas a dengue, mas também a chikungunya, a zika e a febre amarela urbana, doenças chamadas de arboviroses.
“Esse deve ser um trabalho coletivo”, diz coordenador sobre casos de dengue“Para que os casos de dengue diminuam tem que se tomar cuidados que todos já sabem quais são, mas infelizmente, não colocam em prática”,
diz Elias Duarte, supervisor de campo da Vigilância Ambiental. O desenvolvimento do mosquito segue acelerado, uma vez que o Aedes foi mutando e adquirindo novos hábitos.
A fêmea do mosquito deposita seus ovos nas bordas dos recipientes com água limpa e parada. Dois ou três dias após o contato com o líquido, os ovos viram larvas e dias depois, chegam na fase da pupa. Esse ciclo dura cerca de 48 horas e, ao término, se transformam em mosquitos adultos.
Além de resistência a alguns inseticidas, a espécie vem adquirindo a habilidade de se reproduzir em volumes cada vez menores de água – que nem precisa estar tão limpa quanto no passado.
“Muitas vezes fazemos o serviço e a orientação em um ciclo, e quando voltamos lá no ciclo seguinte, está do mesmo jeito”,
comenta o supervisor ao alertar a população.
“Ele pode voar até 800 metros. Pode no raio de nove quarteirões transmitir a doença para uma pessoa que mora bem longe de você. Por isso, pedimos que seja um trabalho coletivo e que você possa nos ajudar”,
solicita Elias ao lembrar que o município possui pontos de coleta de lixo, além de coleta seletiva.
“Nossa cidade tem um trabalho muito importante de coleta de lixo, o Recicla, o Ecoponto, e muitas vezes, o morador ainda não toma o cuidado. Pega o lixo e joga na frente da casa, em terrenos baldios, sendo que temos aonde dispensar de forma correta todo esse material que pode acumular água e ser um criadouro para o mosquito”,
ressalta.




