Em meio a uma situação grave de falta de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em Tangará da Serra, em que os gestores da Saúde estão solicitando às pessoas mais cautela no trânsito, mais um óbito envolvendo carro e possivelmente a ingestão de álcool foi registrado na noite de terça-feira, dia 14, ceifando de forma trágica a vida de um jovem de 24 anos.
As informações contidas no Boletim de Ocorrência dão conta de que a vítima, Henrique Felipe de Oliveira, de 24 anos, que trabalhava como entregador (motoboy), realizada por volta das 20h30 uma entrega na Rua 05 do Jardim Europa, quando ao parar a motocicleta em que estava para realizar a entrega foi colhido por um veículo que transitava sentido Centro ao bairro aonde aconteceu o atropelamento.
O impacto da colisão foi violento, lançando a vítima a vários metros de distância e causando sua morte.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) acionou a Polícia Judiciária Civil que, ao chegar ao local do acidente, encontrou o suspeito do crime com sinais visíveis de embriagues. O suspeito que dirigia um Palio recebeu voz de prisão no local, aonde passou pelo teste de alcoolemia (bafômetro) que constatou a ingestão de 1,01 mg/l de álcool.
O caso será tratado como homicídio culposo, que ocorre quando alguém causa a morte de outra pessoa de forma não intencional, mas por negligência, imprudência ou imperícia ao dirigir um veículo. O Código de Trânsito Brasileiro tem a punição para quem dirige depois de beber, que deu origem à chamada lei seca. Sem efetividade no início devido à falta de obrigação de fazer o teste do bafômetro, as regras foram sendo endurecidas ao longo dos anos até chegar a uma das legislações contra o álcool no volante mais duras do mundo. Hoje, o limite aceitável é zero, dirigir embriagado é crime e a multa é pesada, de cerca de R$ 3 mil.




