O aumento de casos de Covid-19 causados pela variante ômicron e seus diferentes reflexos no organismo humano pode ser uma das explicações para o recorde histórico de óbitos registrados pelos Cartórios de Registro Civil de Tangará da Serra em janeiro de 2022, o segundo mais mortal desde o início da série histórica em 2003, com um aumento de 25% nos falecimentos por pneumonia em comparação ao mesmo mês de 2021.
Em janeiro de 2022 foram registrados 64 óbitos na cidade, enquanto foram 85 mortes no mesmo mês de 2021, sendo o mais mortal e que já havia registrado crescimento de 37% nas mortes em relação a janeiro de 2020, ainda antes do início da pandemia no país. Já as mortes por pneumonia passaram de 4 em janeiro de 2021 para 5 neste ano. Em 2020, antes da pandemia, foram 7 mortes pela doença.
Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen/BR), abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos 7.658 Cartórios de Registro Civil do País – presentes em todos os 5.570 municípios brasileiros -, e cruzados com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que utilizam como base os dados dos próprios cartórios brasileiros.
Outro dado observado pelos números de óbitos registrados pelos Cartórios tangaraenses está relacionado ao crescimento de mortes por doenças do coração em janeiro deste ano, na comparação com o primeiro mês do ano passado: AVC (50%) e Causas Cardiovasculas Inespecíficas (16,6%), enquanto que mortes por Infarto tiveram redução de 14% em 2022. Por outro lado, mortes por Septicemia se manteve sem alteração, enquanto Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registrou apenas uma morte, não tendo variação percentual. Já os óbitos por Covid-19 tiveram redução de 68% no período.
“As estatísticas dos cartórios de registro civil mostram que, apesar ínfimo decréscimo no total de mortes em janeiro de 2022, comparado com o mesmo mês de 2021, doenças respiratórias tiveram aumento expressivo. Os números alertam para que fiquemos atentos ao vírus da Covid-19 e suas variantes”, analisa a presidente da Anoreg/MT, Velenice Dias.
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Mortes Violentas crescem:
Enquanto o total de mortes em janeiro de 2022 em Tangará da Serra teve redução de 24%, os falecimentos por Mortes Naturais – aquelas causadas por doenças – diminuíram 22%. Já as Mortes por Causas Violentas – aquelas em razão de homicídios, acidentes de veículos, suicídio, entre outras – aumentaram 300%, o que mostra que a diminuição do isolamento eleva os índices de óbitos em razão de acidentes e crimes. Na comparação de janeiro de 2020, antes do isolamento, com janeiro de 2021, houve queda de 95% nas Mortes Violentas.




