Moradores de Tangará da Serra têm procurado a imprensa e órgãos de atendimento após receberem mensagens suspeitas via WhatsApp com alertas alarmantes sobre suposto bloqueio de CPF. O conteúdo, que tem causado apreensão, trata-se de um golpe já identificado e combatido por órgãos federais.
As mensagens informam um suposto “BLOQUEIO IMEDIATO DE CPF: Última Notificação Antes da Execução Judicial”, trazendo inclusive o nome completo e o CPF do destinatário. No texto, os golpistas afirmam que “Constam pendências ativas em seu nome registradas na Dívida Ativa da União. Essa é sua última notificação antes da execução judicial, que pode resultar em bloqueio de contas bancárias, protesto em cartório e negativação do CPF”.
De acordo com alerta publicado ainda em dezembro pela Receita Federal e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), trata-se de uma nova modalidade de golpe que tem sido registrada em diversas regiões do país. Nenhum dos dois órgãos envia comunicações a contribuintes por meio de aplicativos de mensagens, como WhatsApp ou Telegram.
A Receita Federal reforça que o e-CAC é o único canal oficial de atendimento, acessado exclusivamente por meio do perfil no Gov.br. Já a PGFN esclarece que o seu canal oficial é o portal regularize.pgfn.gov.br, onde cidadãos podem consultar, negociar ou quitar débitos com a União de forma segura.
Ainda segundo a Procuradoria-Geral, a comunicação com pessoas físicas e jurídicas ocorre apenas por SMS enviado pelo remetente 29347, e em nenhuma hipótese há solicitação de dados pessoais, como CPF, por mensagens. O acesso ao portal da PGFN é feito somente com login e senha da plataforma gov.br, garantindo maior segurança ao usuário.
Os criminosos utilizam dados reais dos contribuintes para criar páginas falsas que imitam o visual de sites oficiais do Governo Federal. Para induzir ao erro, as mensagens criam um senso de urgência, com prazos de poucos minutos, ameaças de bloqueio de CPF, contas bancárias ou PIX, além de ofertas de “desconto” para pagamento imediato.
A Receita Federal orienta que, antes de qualquer decisão ou pagamento, o cidadão verifique a veracidade das informações diretamente nos canais oficiais.




