Mato Grosso está em alerta com o avanço da dengue em todas as regiões do estado. Ao todo, são 14.380 casos confirmados com seis óbitos ocasionados pela doença. Há, ainda, 16.883 casos prováveis que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) ainda investiga. Os dados constam no Informe Epidemiológico nº 8 de Dengue, Zika e Chikungunya, que considera o período entre a primeira semana do ano e a 18ª.

Na região de cobertura do Escritório Regional de Saúde (ERS) de Tangará da Serra, três dos 10 municípios estão sob risco alto, com índice de incidência acima dos 300 casos por cada grupo de 100 mil pessoas. Além de Tangará, com índice de 347 casos acumulados e índice de 322,4, figuram em risco alto os municípios de Campo Novo do Parecis (175 casos e incidência 474,04) e Sapezal (323 casos e incidência 1.175,19).

O prolongamento do período chuvoso contribui para o aumento dos casos de dengue, apesar de que a doença ocorre também ao longo de todo o ano. Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra, Juliana Herrero, esse é um ano atípico.

“Estamos em maio e ainda temos chuva, mas mesmo no período da seca ainda temos casos suspeitos… por ser uma doença viral, a dengue se confunde com outras doenças”,

disse, acrescentando que as medidas preventivas – como a eliminação de eventuais criadouros do mosquito transmissor (aedes aegypti) – são fundamentais para diminuir os riscos.

“É preciso que todos fiquem atentos e alertas porque a dengue é uma doença grave que pode levar a complicações e ocasionar o óbito”,

completou.

  • Comparativo:

Mesmo com o alerta de avanço da dengue esse ano, os números da doença no ano passado são maiores. Em 2022, foram registrados 36,1 mil casos nos 12 meses do ano, sendo 23.122 casos confirmados até a semana 18. Nesse ano, os casos somam 14.380 em período equivalente.