Tangará da Serra já contabiliza mais de 200 ocorrências de incêndios neste período de estiagem, segundo dados apresentados pelo 6º Comando Regional de Bombeiros Militar (6º CRBM) nesta terça-feira, 18 de agosto. O município também aparece entre os que concentram maior número de focos de calor em Mato Grosso, ocupando a quinta posição no levantamento citado pelo Corpo de Bombeiros.
De acordo com o comandante do 6º CRBM, tenente-coronel BM Luís Cláudio Pereira da Cruz, de 1º janeiro a 16 de agosto deste ano, a corporação contabiliza 205 focos de calor em Tangará da Serra, sendo a maioria dos registros em áreas indígenas, que possuem responsabilidade de atuação do Governo Federal, mas contam com o apoio dos militares da regional.
“Um ponto importante que destacar que nós temos 194 ocorrências em áreas indígenas aqui em Tangará da Serra (...) e um pouco mais de 200 ocorrências até agora, até a data de ontem, aqui no município Tangará da Serra”,
informou, ao destacar que as condições climáticas registradas neste período favorecem a ocorrência e a propagação do fogo.
“Nós estamos monitorando, acompanhando todos esses incêndios que estão acontecendo”,
completa.
“Destacar que estamos agora nesse período de agosto, setembro, é um período de seca, de estiagem, elevadas temperaturas, baixa umidade relativa do ar, ventos fortes, ou seja, fatores que facilitam a ocorrência de incêndios”.
A situação também é acompanhada em nível estadual. Dados divulgados com base no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mostram que Mato Grosso é o estado com maior número de focos de calor, entre incêndios ativos e áreas de monitoramento.
Somente na última segunda-feira, 17, Mato Grosso registrou 534 focos de calor, sendo 303 foram identificados no Cerrado, 216 na Amazônia e 15 no Pantanal. Em terras indígenas, foram contabilizados 219 focos, embora o CBMMT ressalte que um foco de calor detectado por satélite não significa, isoladamente, a existência de um incêndio florestal.
O período proibitivo para uso do fogo nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal começou em 1º de julho e segue até 30 de novembro. Nas áreas urbanas, a prática é proibida durante todo o ano. O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e gerar penalidades. Denúncias podem ser feitas pelos telefones 193, do Corpo de Bombeiros, ou 190, da Polícia Militar.




