Hoje vamos tratar de um tema muito interessante e que requer um pouco de conhecimento prévio para que se possa tomar decisões acertadas que gerem os resultados esperados. Vamos dedicar algumas linhas para falar de quando é vantajoso estudar no exterior.

Para começar essa conversa é importante que você que pretende estudar fora do país entenda que cada nação tem um protocolo diferente para recepção de estrangeiros. Há países como o Canadá que até estimulam a entrada de pessoas que queiram estudar e outros como os Estados Unidos em que o nível de exigência é bem mais acirrado.

Por desconhecimento ou por preconceito mesmo será comum que os países da América do Norte e da Europa peçam uma série de vacinas de doenças tropicais. Mas isso não chega a ser um problema porque por aqui as pessoas sempre estão em dias com essas vacinais como febre amarela e malária.

Outra informação importante é a questão da língua que pode ser uma barreira caso você não tem um bom conhecimento do idioma do lugar. Países como a França exigem níveis de proficiência elevados a não ser que você vá para lá exatamente para aprender francês. Por conta dessa barreira linguística muitos brasileiros escolhem Portugal como destino de estudos ou a Espanha que tem um idioma mais próximo.

Agora a informação mais importante sobre estudar no exterior diz respeito ao tipo de curso que pretende fazer por lá. É possível fazer de tudo. Tem cursos de idiomas com todo tipo de duração. De semanas a anos. Tem ensino médio para adolescentes. Tem cursos superiores em níveis de graduação, especialização, mestrado e doutorado. Tem para todos os gostos e bolsos.

Também é importante conhecer o calendário escolar do país. É comum alguns terem férias no inverno e não no verão como por aqui. Isso influencia na conclusão de um curso. Se você sair do Brasil em janeiro e pretende voltar em dezembro, saiba que nos EUA vai voltar com o curso pela metade porque o ano deles termina na metade do próximo nosso.

Os custos também variam e isso depende do padrão de vida do lugar. Há destinos europeus e asiáticos bem acessíveis e menos badalados que França, Inglaterra, Alemanha ou Japão. Tem universidades que oferecem bolsas de estudo pagas em euro ou dólar e são possíveis de conseguir principalmente para quem obteve boas notas ao longo da trajetória acadêmica.

O fato é que estudar fora é uma decisão muito pessoal e implica em mudança de rotina, custos por vezes elevados e choque cultural. O que é inegável é a experiência que se adquire. E que independente do país aonde for estudar servem para toda vida.

Miguel Rodrigues Netto é Jornalista/UFMT, Licenciado em Letras/Unicesumar, Mestre em Política Social, Estado e Direitos Sociais/UFMT e Doutor em Ciências Sociais/PUC/SP. Professor Adjunto da Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT.