A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deu mais um passo no debate sobre a defasagem salarial dos servidores públicos estaduais. A Comissão Técnica Interna, criada em janeiro para tratar exclusivamente do tema, voltou a se reunir com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a Federação Sindical dos Servidores Públicos (Fessp-MT) e representantes de diversas entidades sindicais.
O encontro deu continuidade à reunião realizada anteriormente e resultou em três encaminhamentos principais, entregues ao presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB), e aos parlamentares Lúdio Cabral (PT), Paulo Araújo (PP) e Janaina Riva (MDB): a solicitação de uma audiência com o governador Mauro Mendes; a realização de uma audiência pública na ALMT; e a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que fixa a data-base da Revisão Geral Anual (RGA) em janeiro, utilizando como referência mínima o reajuste da Unidade de Padrão Fiscal (UPF) do ano anterior. A proposta também prevê a criação de uma mesa técnica permanente de negociação entre governo e servidores.
O presidente da Assembleia, deputado Max Russi, destacou a importância técnica do levantamento feito pelo Dieese.
“O estudo do Dieese, que é reconhecido nacionalmente pela sua precisão, será encaminhado ao governo como ponto de partida para as negociações”,
afirmou.
Segundo ele, os 19,52% de perdas salariais identificados precisam ser considerados pelo Executivo.
O estudo técnico apresentado pelo Dieese analisou as perdas inflacionárias entre 2015 e 2017 com base nos índices oficiais IPC e IPCA, além de avaliar o impacto dos reajustes concedidos no período.




