Após vários dias de internação, infelizmente, o investigador da Polícia Civil em Tangará da Serra, Jucemilson Nazário de Carvalho veio a óbito na noite de domingo, 24.

Nazário era cuiabano de nascença, mas era tangaraense de coração e alma. Nasceu no dia 26 de agosto de 1964 e veio para Tangará no ano de 1992 para ajudar nas investigações do sequestro do Ricardinho, filho do ex-prefeito Manoel de Andrade e, se encantou pela cidade. Como era pró ativo e se destacou nas buscas, foi convidado para permanecer no Município por seus superiores e, não pensou duas vezes fincando em Tangará suas raízes, tendo aqui passado, 32 anos dos 36 em que serviu a Polícia Civil.

Ao seu lado, Nazário teve uma escudeira fiel, Elis Regina Dall Agnol com quem iniciou um namoro em 1993, culminando no casamento em 1998. Uma relação que entre namoro e casamento teve um tempo de 30 anos, da qual nasceu o filho, Paulo Roberto.

Lutou insistentemente para não se curvar a doença renal que o acometeu, que o levou a carecer inclusive, de hemodiálise, mas persistia a não desistir. Teve há um ano e meio um internamento, que o segurou por 26 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e por um mês e meio no hospital, mas resistiu com maestria e teve das mãos do Pai mais um tempo entre as pessoas que amava. Já com tempo para se aposentar, não cogitava essa hipótese, tamanho era seu amor à profissão, demonstrado no dia de seu internamento. Foi para o trabalho normalmente como fazia todos os dias, embora não estivesse bem, só foi ao hospital após concluir sua obrigação. Era alegre, falante e fazia amizade com imensa facilidade, mesmo numa profissão tão difícil de amealhar amigos, ele conseguiu. Foi internado no dia 12 de setembro e, infelizmente, dia após dia, o corpo foi perdendo as forças e, outras complicações surgiram, ao que o guerreiro sucumbiu.

Pela sua passagem, o Município decretou luto e seus amigos fizeram também um cortejo de despedida, saindo da capela e passando pela Delegacia Regional, Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e 1ª Delegacia de Polícia (CISC), seguindo até o cemitério.