A Prefeitura de Cáceres decretou situação de emergência hídrica por causa da baixa abrupta do Rio Paraguai, que registrou nível de 75 centímetros. A prefeita Eliene Liberato (PSB) afirmou que está tomando as ações necessárias para evitar que a população mais vulnerável seja impactada pela escassez.
“Estamos trabalhando sério para não deixarmos a população sem esse bem tão necessário para a saúde que é a água. Decretamos medidas importantes para tomarmos os devidos cuidados para que toda a população seja servida com água potável em quantidade suficiente para superarmos essa crise, principalmente para a população mais vulnerável”,
contou.
No documento, a prefeitura determina que fica proibido a troca de água de piscinas, lavagem de fachadas, calçadas, pisos, muros e veículos com o uso de mangueiras, utilização de lava jatos de uso doméstico, até que se reestabeleça a normalidade de abastecimento de água.
A administração municipal ainda ressalta, no decreto, que uma possível irregularidade na distribuição das chuvas pode afetar os mananciais e comprometer o abastecimento de água em alguns bairros.
Há dois anos, o nível do Rio Paraguai atingiu os menores valores mínimos considerando toda sua série histórica de dados, desde 1965, conforme o monitoramento hidrológico do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM).
O período de estiagem tem implicações para navegação no rio Paraguai, hidrovia por onde escoa principalmente produção de grãos e minérios para exportação.
Outro problema que ronda a região é o abastecimento de água. Alguns municípios estão planejando captação de água alternativa com o uso de bombas móveis.




