“Isso é resultado da injustiça e nós permaneceremos, não podemos desistir”, anunciam os manifestantes que estão concentrados no Trevo da Melancia, na entrada da cidade de Tangará da Serra, na tarde desta terça-feira, 1º de novembro, logo após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (PL), o primeiro após o segundo turno das eleições presidenciais.
“Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população: como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento direito de ir e vir”, disse o presidente, ao agradecer os mais de 58 milhões de votos que recebeu do povo brasileiro.
“Estamos fazendo um movimento organizado, (…) abrindo as passagens daqueles que precisam, para que a nossa liberdade não seja tomada de nós por um golpe do TSE”, completam os tangaraenses, reforçando que seguirão mobilizados. “(…) A vitória vai ser do povo de Deus, do povo da Direita, não da esquerda. Eles não vão conseguir dar o golpe no Brasil”.
Apesar do bloqueio, carros de passeio e motos estão passando normalmente, de tempos em tempos. Ambulâncias e veículos das forças de segurança a passagem é imediata.
Vale lembrar que os bloqueios iniciaram ainda na noite de domingo, 30 de outubro e seguem, somente no Estado de Mato Grosso, com 23 pontos de interdição nas rodovias federais do estado e em muitas outras cidades, como Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Várzea Grande, Sorriso, Sinop, Cuiabá, Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Tangará da Serra.
Nesta tarde, em Tangará, em apoio ao protesto, mais de 200 empresas fecharam suas portas e seguiram até ponto de encontro, no Trevo da Melancia, reforçando a resistência civil.
Antes, uma manifestação foi realizada no centro de Tangará.




