A série histórica de calor no país impacta fortemente no consumo e nas estruturas que levam energia às casas e empresas. Mato Grosso registrou em agosto a maior carga já medida em 23 anos, chegando ao pico de 2.2 gigawatts de demanda máxima distribuída no ano. Os números são da concessionária de distribuição de energia no estado, a Energisa.
Na avaliação do gerente de operações da Energisa, José Nelson Quadrado Júnior, em setembro e outubro deve acontecer novos recordes de demanda por energia. E isso está diretamente ligado às altas temperaturas.
Uma das frentes de trabalho da empresa é para a troca dos transformadores de distribuição, esses que ficam nos postes e atendem ruas e parte de comunidades. Desde agosto, quando começou a onda de calor, já foram substituídos 180 equipamentos. Esse total é 74% maior do que o mesmo período no ano passado.
Em Tangará da Serra, o início da semana foi marcado por apagões e oscilações por volta das 22h até a madrugada. Ao menos parte da cidade sofreu com oscilações, com a energia ficando em meia fase, prejudicando funcionamento de eletrodomésticos como geladeiras, freezers, aparelhos de TV e de ar-condicionado.



