O presidente da Câmara de Diamantino, vereador Arnildo Neto (Podemos), confirmou que já recebeu do Ministério Público Estadual (MPE) a denúncia contra o prefeito Manoel Loureiro Neto (MDB) sobre suposta propina recebida em seu gabinete e gravada em vídeo. Segundo o parlamentar, a íntegra do processo tem mais de 500 páginas e já foi passada para o jurídico da Casa. Arnildo diz também que um morador do município já entrou com pedido de cassação.

“A Câmara foi informada pelo Ministério Público sobre o processo e recebemos na íntegra todo ele, de imediato já foi repassado ao jurídico da Casa, e também foi disponibilizado aos vereadores a retirada da documentação, para suas apreciações e conclusões. Temos também, até agora, um pedido de cidadão Diamantinense sobre cassação e afastamento”, disse o presidente da Câmara.

Arnildo explica que a denúncia contra o prefeito será lida no Plenário, na sessão de segunda-feira, 21, e, após isso, os vereadores irão votar pelo afastamento e pela escolha dos membros que irão formar a comissão que pode resultar na cassação do mandato do chefe do Executivo municipal.

“Será lida em plenário depois votada para ver se ela será aceita e daí sorteia a comissão. Depois vota e se for aceita a denúncia, vota a cassação e depois o afastamento. São nove vereadores ao todo e necessário que dois terços deles votem pelo afastamento e cassação”, explicou.

O presidente da Câmara ressalta que está se inteirando de toda a documentação, mas que prefere não comentar sobre o caso para não influenciar a decisão dos demais vereadores.

Operação Avaritia

Policiais do Núcleo de Ações de Competências Originárias (NACO) deflagram, na última terça-feira, 15, a operação Avaritia contra prefeito Manoel. O gestor municipal estaria envolvido com supostos atos de corrupção e após denúncia de empresário, teria sido filmado recebendo recursos ilegais.

As provas já obtidas levaram o Judiciário a autorizar a ação contra o prefeito. Agentes vasculham neste momento a sede do Executivo e buscam documentos para subsidiar as investigações. Além de Manoel, uma segunda pessoa, que não teve o nome revelado, também é alvo da ação.