Hoje é celebrado o Dia do Ilustrador. A data faz referência ao nascimento do quadrinista luso-brasileiro Jayme Cortez, que ganhou notoriedade por ilustrar a adaptação de O Guarani, de José de Alencar.
Em Tangará da Serra, uma das referências na área é o ilustrador Hudson Freire. Com mais de 100 obras no currículo, ele já ilustrou livros de autores como Robson Rocha, Celso Antunes e Ana Maria Machado.
Embora possam parecer a mesma coisa, desenho e ilustração possuem diferenças. Segundo Hudson, a ilustração vai além do ato de desenhar: representa e complementa uma narrativa.
“O desenho é algo que você faça com giz, caneta, lápis, canetinha. Você precisa rabiscar. Ilustrar é representar. Em uma ilustração você pode usar vários artifícios para criar. A ilustração você pega o texto de um livro e representa aquilo que está acontecendo. É ser uma continuação do texto”,
aponta.
A ilustração, segundo Hudson, começa com a diagramação do livro, a separação do texto em páginas. No rascunho, o ilustrador inicia o processo de construção de cada desenho, seus elementos e posicionamento em cada página. Na etapa seguinte, os personagens são criados, as características e cenários. Na finalização, os desenhos são coloridos, ganham luz, sombras e profundidade.
“O autor do livro, geralmente tem a ideia de como ele quer o personagem. Tem escritor que fala que quer o personagem parecido com o filho e me manda a foto do filho. Às vezes o autor me permite criar o personagem como eu imagino que ele seja”,
explica.
Para o ilustrador, também é importante considerar o público-alvo. Nos livros infantis, esse cuidado é ainda maior.
“Ao ilustrar, você está levando e dirigindo a imaginação da criança. O texto fala, mas a ilustração vai além ao trazer elementos que complementam o texto. É importante ter um olhar de como a criança gostaria que fosse o personagem”,
destaca.




