Com inauguração no ano de 2016, após 10 anos de espera da comunidade, a entrega das obras de construção, reforma, adequação e revitalização do Hospital Municipal Arlete Cichetti de Brito, da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ‘Ari Torres’ e da Central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) de Tangará da Serra melhorou sobremaneira a vida da população. Mas embora a estrutura tenha sido construída para comportar todos os serviços na área da Saúde, ainda no ano de 2022, seis anos após a entrega da unidade, não há um Centro Cirúrgico no município, sendo necessário que tangaraenses que necessitem de atendimento de alta complexidade sejam transferidos para a capital do Estado.

Buscando sanar essa lacuna, o Poder Executivo solicitou à Câmara Municipal de Vereadores e teve aprovado no dia 18 de outubro desse ano, o valor de R$ 8.650.845,06 destinados a custear despesas da Secretaria Municipal de Saúde que visa a contratação de pessoal, para abertura de 20 leitos de enfermaria, para atendimento de pré e pós cirurgias gerais, ginecológicas, ortopédicas e partos, para ampliação de sete leitos em pediatria e três leitos de estabilização no Hospital, além de possibilitar a contratação via processo licitatório dos serviços especializados do Centro Cirúrgico, de 10 leitos de UTI geral e do serviço de imagens, incluindo ultrassonografia e tomografia.

Com a aprovação, a Secretaria de Saúde de Tangará da Serra deu início ao processo, que segundo o Secretário de Saúde Wellington Bezerra, está em andamento. “Nós estamos com os processos na Licitação e existe uma tramitação que passa por subir o processo para os pareceres jurídicos, que apontam as mudanças que devem ser realizadas e depois esse processo é devolvido para nós. Após isso, fazemos essas mudanças e enviamos de volta para eles”, informa Bezerra, ao adiantar que as readequações estão na reta final, quando o processo retorna à análise do setor jurídico. “Acredito que hoje sejam terminadas para a gente dar sequência a licitação e marcar o pregão”, complementa.

De acordo com secretário, após esse processo inicia uma segunda fase. “Feito o pregão em que a empresa seja escolhida e não havendo nenhum entrave, damos a ordem de serviço para a empresa iniciar os serviços”, frisa o gestor, ao ressaltar que isso depende de que tudo corra dentro da normalidade. “A gente quer fazer isso o mais rápido possível”.

Bezerra salienta que talvez a demora se estenda um pouco mais devido às festividades de final de ano, mas assegurou que todos os esforços estão sendo envidados para que o funcionamento do Centro Cirúrgico seja uma rápida realidade. “Como estamos próximos do final de ano, acredito que para passar por todo esse processo burocrático devemos em março dar o start naquilo que a gente precisa”, finalizou Bezerra.