Quase três mil bolsas de sangue e concentrados de hemácias foram distribuídos para pacientes da região, pela Unidade de Coleta e Transfusão de Tangará da Serra (Unitan) até outubro de 2026.

Rita de Cássia Biguillini precisou receber hemocomponentes após enfrentar problemas de saúde.

“Eu senti medo. Estava preocupada se teria resultado, o que eu sentiria após a doação, se encontrariam um doador. Minha preocupação maior foi com meus filhos”,

afirma.

Na época, seu filho Silvio Biguillini, ainda criança, acompanhou de perto o tratamento da mãe.

“Quando ela necessitou da transfusão de sangue eu era criança, então essa experiência mudou minha visão sobre a doação e também foi uma descoberta, pois eu não sabia que existia o procedimento”,

relata.

Após receber as transfusões, Rita passou a reconhecer ainda mais a importância da doação.

“Gostaria muito de conhecer o doador e agradecer por esse gesto de amor ao próximo. Todas as pessoas deveriam ser doadoras. Nunca sabemos quando vamos precisar de uma doação”,

reforça.

A experiência também marcou a trajetória de Silvio, que decidiu se tornar doador ao completar 18 anos.

“No ensino médio eu vi algumas reportagens sobre doação de sangue e me recordei do quão importante foi para a saúde da minha mãe. Naquele momento decidi ser doador quando completasse a maior idade, para assim ajudar pessoas de mesma forma que minha mãe foi ajudada”,

conta.

Para Rita, a atitude do filho representa o carinho e a solidariedade que ele desenvolveu durante o período de seu tratamento.

“Meu filho é lindo. Ele acompanhou todo meu tratamento e toda a dificuldade que passei, sempre ao meu lado. As doações que ele faz é uma forma de amar o próximo”,

conclui.