Durante sua visita a Tangará da Serra, o delegado Frederico Murta, responsável pela Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), chamou atenção para a posição geográfica da cidade e seus reflexos no cenário criminal do Estado. Situada em uma região estratégica, relativamente próxima da fronteira, Tangará da Serra acaba se tornando um ponto de interesse para organizações criminosas que atuam em rotas de tráfico e disputas territoriais.

“Tangará da Serra está situada em uma região muito específica, estratégica, muito próxima da região de fronteira e, inevitavelmente, sofre um pouco com essa oscilação do interesse desses grupos na região”,

lamenta Murta, ao frisar, contudo, que a Polícia Civil realiza um trabalho contínuo de monitoramento por meio da Diretoria de Inteligência e das delegacias regionais. O objetivo é mapear a atuação das facções e responder de forma rápida e eficiente às movimentações desses grupos.

“Nós, por meio da Diretoria de Inteligência, das delegacias, das gerências que existem em Cuiabá, que cuidam de todo o Estado, que cuidam dessa atuação, fazemos esse acompanhamento sistêmico e sistemático das organizações criminosas. Então esse enfrentamento é feito de maneira constante para entendermos um pouco melhor a dinâmica desse tipo de crime e empregar as forças da maneira adequada para buscar um resultado mais efetivo”.

A presença da CORE em Tangará nesta quinta-feira teve caráter administrativo, com reuniões na Delegacia Regional da Polícia Civil. No entanto, Murta aproveitou para reforçar o compromisso das forças de segurança com a cidade e toda a região.

“Confiem na polícia. Confiem na Polícia Civil, na Polícia Militar. Procure os órgãos de segurança se você tiver algum problema, alguma coisa que estiver lhe incomodando. Procure os canais de denúncia anônima, inclusive para casos de extorsão, caso tenha algum tipo de movimento nesse sentido na sua região. Procure as forças de segurança e confie no trabalho da polícia”.