“Você é do tamanho dos seus sonhos”.
Essa talvez seja realmente a frase que define Ângela Maria da Silva, professora, que desde ainda muito pequena já dava indícios de que seu futuro seria na Educação, com o objetivo de conduzir pessoas, de incentivar sonhos, de ensinar a voar.
Com apenas 15 anos iniciou sua caminhada, em fevereiro de 1992, quando na escola rural “Barão do Rio Branco”, no município de Castanheira, esteve à frente uma turma multisseriada, com 1ª, 2ª, 3ª e 4ª série juntas.
“Foi uma experiência enriquecedora que me fez sonhar na formação docente”,
revela Ângela.
Dado o início, os sonhos só aumentaram, impulsionando a professora a subir degrau por degrau, chegando ao mestrado no Programa de Pós Graduação em Estudos Literários (PPGEL) da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).
“Eu gosto de trabalhar com projetos de literatura e a pós graduação tem contribuído significativamente na minha formação. Ao passar pelo mestrado, a ideia de criar um projeto de mediação de leitura no chão da escola fluíram. Em 2017 iniciamos na Escola Estadual Professor João Batista o projeto ‘Chá Literário’, que envolve cinco ações, sendo elas, a leitura e produção artísticas dos alunos, a amostra literária dos trabalhos realizados durante o ano, o encontro dos autores e leitores no ambiente escolar, a viagem cultural a capital cuiabana e a Noite de Autógrafos. Esse trabalho foi abraçado por toda a comunidade escolar e, devido a isso, em 2018, tivemos o reconhecimento do Prêmio Professor do Brasil e, em 2020, recebemos a premiação do Edital Estevão de Mendonça”,
destaca a docente, que recentemente, no dia 20 de setembro, recebeu a medalha centenária comemorativa da Academia Matogrossense de Letras (AML).
Conforme Ângela Maria, a indicação da medalha foi feita pela presidente da AML, Sueli Batista.
“Essa medalha é de toda a comunidade da Escola Estadual Professor João Batista. O empenho de todos é que faz a diferença na formação dos nossos alunos. Receber esse reconhecimento é o combustível para continuar a mediação de leitura no chão da escola em tempos tão desafiadores como o pós-pandêmico. É gratificante contribuir através da literatura na formação do ser, a leitura transforma e nos faz mais humano”,
finaliza a educadora.




