O grupo Coletivo Lixo Zero de Tangará da Serra realizou o primeiro encontro nesta quinta-feira, 08, buscando traçar metas que englobem todos os setores da sociedade.
“De tal forma que o poder público, as organizações da cidade, Rotary, o Lions, o CTG e os trabalhos que não precisam necessariamente ser organizações ambientais, mas as igrejas também, se juntem a nós nesse trabalho de cuidar da criação”,
comenta Evandro Meurer, que integra o Grupo Gestor do Programa Ambiental Galo Verde, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).
Representando o Legislativo Municipal, a vereadora Evânia Félix disse da importância da união de forças em torno de um tema crucial.
“A população tem que entender o que é lixo para a Coopertan vira despesa, porque eles têm que pagar outros para levar esse lixo enviado para eles ao local correto de descarte. É tudo pago, e apesar de todo trabalho, ainda recebem bichos mortos e materiais inservíveis como fralda plástica”.
Já a presidente e sócia catadora da Coopertan, Mikaele Panúncio reforçou que a educação para a reciclagem ainda carece de muito trabalho.
“A cooperativa já gastou 40 mil ou mais para poder fazer essa destinação do rejeito que chega dentro do saco que é apenas para materiais recicláveis”.
Cabe salientar, que esse valor é de pá carregadeira e de caminhão transporte (frete) para levar ao aterro, onde a Coopertan não paga para descarregar.
Segundo Mikaele, a Coopertan realiza o trabalho de orientação em escolas ou empresas para prestar informações sobre a coleta seletiva e basta ser solicitada.
“Fazemos esse trabalho, mas, mesmo assim, ainda recebemos materiais que não servem nem para nós, nem para ninguém e deveriam estar em outra sacola, inclusive animais vivos”,
alerta.
“As pessoas chamam a imprensa e dizem que não recolhemos o saco, mas quando vamos verificar, tem dentro fralda descartável, lixo de cozinha, folhas, material que não compete à cooperativa. Precisamos da consciência de todos nessa causa”.








