Enquanto líderes mundiais se reúnem em Belém para a COP30, Mato Grosso vive sua própria conferência climática: a COP Pantanal: Saberes e Ações pelo Clima, evento que transforma o coração do Centro-Oeste em palco de debate, escuta e ação. Correalizada pela Universidade do Estado (Unemat) e pelo Instituto Federal (IFMT) de Mato Grosso, a conferência propõe uma reflexão sobre as mudanças climáticas a partir das vozes e vivências locais, unindo ciência, cultura e comunidade em defesa do bioma pantaneiro.

Entre os participantes, destaca-se a presença de estudantes do curso de Ciências Biológicas da Unemat de Tangará da Serra, que viajaram em caravana para o evento. O professor Dr Diones Krinski, responsável pela mobilização, define o momento como

“histórico para a formação dos futuros biólogos, que poderão vivenciar um encontro que trata diretamente da preservação do Pantanal, maior planície inundável do planeta”.

Para a acadêmica Jenniff Kerole Gonçalves Constancio, participar da COP Pantanal é

“uma oportunidade de conhecer estratégias reais de prevenção às mudanças climáticas e se capacitar em temas como conservação e biodiversidade”.

Já Érica Maria da Silva vê o evento como

“um espaço de troca entre ciência e sociedade, onde o conhecimento se transforma em compromisso ambiental”.

Segundo o professor Ernandes Sobreira Oliveira Junior, da comissão organizadora, a expectativa é grande, pois até o momento já conta com 2.300 participantes inscritos, de 57 municípios de 13 estados brasileiros, consolidando a conferência como um marco de integração entre ensino, pesquisa, extensão e políticas públicas.

A mestranda Francislene Costa, do PPGASP/Unemat, expressa orgulho em participar do evento.

“Apresentar meu trabalho e participar desses debates é contribuir, mesmo que modestamente, para a preservação de um bioma que é patrimônio do planeta”.

Enquanto a COP30 discute metas globais, a COP Pantanal traduz o debate em ações concretas e regionais. Porque cuidar do planeta começa em casa, e o Pantanal é, hoje, o espelho onde o mundo pode ver o reflexo do seu futuro climático. Assim, enquanto Belém acolhe o mundo, o Pantanal acolhe sua gente, provando que a luta pelo clima também nasce nas margens, nos rios e nas salas de aula de Mato Grosso.

O encontro inédito, que busca promover debates nacionais e internacionais sobre as mudanças climáticas, segue até quarta-feira, dia 12 de novembro.