O juiz Ricardo Frazon Menegucci está desde janeiro deste ano a frente da 1ª Vara Criminal da Comarca de Tangará da Serra. Ele era lotado na 2ª Vara de Colíder.
Aqui, desde que chegou, já realizou cinco sessões do Tribunal de Júri, um órgão da justiça que julga crimes dolosos contra a vida, como homicídio, feminicídio, infanticídio, entre outros. Os tribunais do júri são compostos por cidadãos que exercem o papel de jurados e que são responsáveis por condenar ou absolver o réu.
“A 1ª Vara aqui de Tangará da Serra tem competência para julgar os crimes da lei de drogas, lei de trânsito, crimes dolosos contra a vida e execução penal”,
informa o magistrado, em entrevista exclusiva ao Diário da Serra e Serra FM, ao destacar, contudo, que a julgamento pelo Tribunal do Júri, são levados os crimes dolosos contra a vida, como homicídio, homicídio qualificado, feminicídio, tentativa de homicídio, entre outros.
E neste mês de março, cinco pessoas foram levadas a julgamento, todos relativos a homicídio, sendo um deles um feminicídio. Neste, Kaique Marques Cavalcanti, de 28 anos, foi condenado a 15 anos de prisão por ter matado a ex-namorada, Mikaelly Mendes da Silva, de 26 anos, com uma facada no peito, na frente da filha, de 8 anos, em Tangará da Serra. O crime aconteceu em outubro de 2023.
Kaique foi condenado pelo crime de feminicídio em âmbito de violência doméstica e familiar. De acordo com a denúncia da 1ª Promotoria de Justiça Criminal, Kaique não aceitou o término da relação e foi até a casa de Mikaelly, com uma faca. Ao chegar no local, arrombou a porta e antes que a vítima pudesse reagir, a atingiu com uma facada no tórax.
Ainda conforme a denúncia, a filha do casal presenciou o crime. Kaique fugiu do local e levou a criança. Após ser localizado, ele confessou o crime para a Polícia Militar e disse ter matado Mikaelly após um desentendimento entre eles.




