Em 2023, o Brasil bateu recorde de mortes por dengue. Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), foram contabilizados 1.094 óbitos, o que representa um aumento de 3,89% em comparação com o ano anterior.
No Estado de Mato Grosso, de acordo com o Informe Epidemiológico N° 19 da Secretaria de Estado de Saúde, foram 47.111 casos notificados e 23 óbitos confirmados, além de cinco em investigação, fechando o ano em Risco Alto.
Neste ano, de acordo com o Informe Epidemiológico N° 01, com dados das semanas 1 e 2 deste ano, que corresponde aos 11 primeiros dias, já são 166 casos notificados no Estado.
Assim como o Estado, Tangará da Serra também fechou o ano em Risco Alto, com 1.164 notificações de dengue, seis de zika e quatro de Chikungunya, além de um óbito confirmado para dengue.
Já neste ano, segundo boletim, são cinco notificações de dengue, e uma de Chikungunya.
Contudo, apesar do número baixo de notificações neste ano, o setor de Saúde em Tangará da Serra recebe diariamente pacientes com sintomas da doença, assim como os setores de Endemias estão encontrando um grande número de larvas do mosquito Aedes aegypti em diferentes bairros da cidade.
Essa situação acende alerta para prevenção.
“Nossa orientação é que abra a porta ao Agente de Saúde, porque ele tem conhecimento, um olhar técnico, onde o morador não consegue ver e assim orientando para eliminar aquele foco do mosquito”,
orienta o supervisor de campo da Vigilância Ambiental de Tangará da Serra, Elias Duarte, ao relatar que as casas fechadas e as recusas, atrapalham muito o trabalho.
“Por isso pedimos ao cidadão tangaraense que nos ajude a combater o Aedes aegypti, que neste ano tem a proporção de ter muitos casos. (…) Um trabalho fácil, só eliminar os focos. Tirar uma vez por semana, 10 minutos, para olhar o quintal, fazer uma varredura geral, se não tem nenhum foco. Se tiver, que elimine. Vamos todos fazer a nossa parte”.
-
Mais:
Na Regional de Tangará da Serra foram 2.106 notificações de dengue em 2023, quatro de Zika e 54 de Chikungunya. De dengue foram registrados, na sequência, 1.164 em Tangará, 474 em Sapezal, 357 em Campo Novo do Parecis, 39 em Barra do Bugres, 32 em Nova Olímpia, 17 em Porto Estrela, 12 em Arenápolis, 5 em Santo Afonso, 4 em Nova Marilândia e 2 em Denise.
De Zika foram notificados 3 casos em Campo Novo, 1 em Barra do Bugres, 5 em Nova Olímpia e 6 em Tangará; e Chikungunya foram 41 em Campo Novo, 9 em Barra do Bugres e 4 em Tangará.
Medidas de prevenção em casa devem ser diários- Elimine criadouros: Verifique regularmente áreas ao redor de sua casa em busca de recipientes que possam acumular água, como vasos de plantas, pneus velhos e recipientes descartáveis. Esses são locais propícios para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue.
- Limpeza de calhas e canaletas: Certifique-se de que calhas e canaletas estejam limpas, evitando acúmulo de água parada.
- Descarte adequado de resíduos: Descarte corretamente o lixo, evitando deixá-lo acumulado em locais inadequados.
- Cuidados com recipientes de água: Mantenha caixas d’água vedadas e piscinas devidamente tratadas.
- Proteção adicional: Para aumentar a proteção é possível utilizar repelentes, principalmente durante as horas de pico de atividade do mosquito, ao amanhecer e ao entardecer. Além disso, instalar telas em janelas e portas para impedir a entrada do mosquito.




