Reeducandos receberão óculos após atendimento oftalmológico

Os reeducandos do Centro de Detenção Provisória (CDP) Benildo José do Nascimento de Tangará da Serra receberão óculos após atendimento oftalmológico. A informação foi repassada pelo diretor do CDP, Roberto de Souza Siqueira.

Segundo o diretor, todos os reeducandos que relataram problema de visão passaram por atendimento, fazendo o total de 80. O atendimento oftalmológico foi oferecido pela Coordenação Estadual da Justiça Comunitária, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e só foi possível graças ao intermédio da juíza-corregedora Edna Ederli Coutinho, da 1ª Vara Criminal em Tangará da Serra.

“O sistema prisional hoje sofre muito por falta de médicos nas unidades, mas a nossa unidade tem a juíza-corregedora, a doutora Edna Ederli Coutinho, que é muito atuante e nos ajuda demais em nossas dificuldades e necessidades, e nessas visitas detectamos que vários dos presos tinham problema de visão. Além do mais, aumentamos as salas de aula e assim, o número de alunos também. Daí conseguimos detectar essa necessidade”,

explicou Roberto, ao destacar que o atendimento aconteceu de um alinhamento com o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Penitenciário e Socioeducativo (GMF) de Mato Grosso, supervisionado pelo desembargador Orlando Perri de Almeida.

O atendimento foi realizado no último dia 16 de setembro, por especialistas dentro da carreta oftalmológica da Justiça Comunitária.

O custeio das consultas, das armações e das lentes (R$ 200) ficará por conta do Conselho da Comunidade de Tangará da Serra através das prestações pecuniárias que são destinadas pelo judiciário ao Conselho.

CDP de Tangará investe em reintegração social

Para o diretor de Centro de Detenção Provisória (CDP), Roberto de Souza Siqueira, a presença da corregedora na unidade e as visitas constantes, está mudando e trazendo melhorias.

“Quando a pessoa chega na unidade, o nosso grupo de apoio, que são as seis enfermeiras que temos aqui, já fazem todos os exames para detectar possíveis doenças. Isso já é rotina nesta unidade. De 2018 para cá, em especial a nossa unidade, está mudando de verdade porque temos uma juíza-corregedora que realmente olha para a gente e olha para o sistema”,

destacou.

Atualmente, o CDP conta com 351 reeducandos, e graças a um trabalho que visa reintegrar os presos à comunidade tem vários em serviço extramuros.

“Antes de 2018 a gente tinha oito reeducandos que trabalhavam internamente. A gente não tinha uma política de ressocialização, mais se falava. Mas com uma junção de esforços temos já vários projetos implantados e outros em andamento, que cremos vamos implantar”,

ressaltou o gestor.

Hoje a unidade conta com quase 200 presos estudando.

“Temos projeto de remissão de pena pela leitura, projeto de artesanato, e temos 87 presos trabalhando (50 extramuro) remunerados, e ajudam suas famílias com dinheiro honesto trabalhando aqui dentro”,

frisou Siqueira.

A unidade conta também com três salas de aula, serralheria, biblioteca, marcenaria, almoxarifado e em breve inaugurará a fábrica de artefatos de concreto.