A Faculdade de Educação Superior de Tangará da Serra (Faest) realiza nesta quarta-feira, 20 de agosto, a partir das 19h30, na quadra da instituição, a roda de conversa “Adultização de crianças em redes sociais”. O evento é aberto a professores, acadêmicos, convidados e à comunidade em geral.
Segundo o diretor-geral da Faest, professor Gilmar Utzig, a iniciativa surgiu após a repercussão do vídeo do influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca.
“Percebi que no corredor da faculdade os alunos estavam falando sobre o vídeo e cada qual debatendo de uma forma diferente, colocando suas opiniões”,
conta.
“(…) Temos que trazer o debate científico para dentro da faculdade, não esse debate de corredor ou de redes sociais. É um tema muito importante para todos nós. Temos os cursos de Pedagogia, Psicologia, Direito, Estética e Cosmética, Ciências Contábeis, Terapia Ocupacional, ou seja, todos, de alguma forma, estão envolvidos nessa discussão”,
afirmou.
Para isso, foram convidados como debatedores o Professor Sebastian Ramos (vereador e representante do Poder Legislativo), Simony Medeiros (representante do Poder Executivo e do Selo Unicef em Tangará da Serra), a promotora de Justiça Laís Liane e a professora Andrea Eliza Porfiro (Pedagogia e Psicologia – Faest). A mediação do debate será feita pela professora mestra Daniela Patricia Pereira dos Santos.
O formato prevê que cada convidado fale por cerca de 15 a 20 minutos sobre sua área de atuação e atribuição social.
“O objetivo é que os alunos possam fazer perguntas abertas a cada profissional, entender o que cada um pode fazer dentro da sociedade para melhorar a fiscalização e reduzir a adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais”,
destacou.
O encontro tem como objetivos discutir os impactos psicossociais, educacionais e legais da exposição precoce a conteúdos e comportamentos adultizados nas redes; compartilhar perspectivas intersetoriais entre Legislativo, Executivo, Ministério Público e Academia; e oferecer subsídios práticos para atuação docente e construção de protocolos institucionais de cuidado e encaminhamento.




