O Governo de Mato Grosso cumpriu outra decisão do desembargador Pedro Sakamoto, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e cortou o ponto de 283 policiais penais em greve. Os descontos no salário serão feitos na folha de pagamento do próximo mês, debitando os dias de faltas injustificadas relativas a dezembro e também pelo tempo que perdurar o movimento. Os descontos variaram entre R$ 844,33 e R$ 1.181,95.
A greve dos policiais penais foi declarada ilegal pela Justiça e o desembargador Sakamoto determinou aplicação de multa de 10 salários mínimos, por dia de paralisação, a cada um dos servidores de unidades prisionais de Mato Grosso que aderiram ao movimento.
O pedido de corte de ponto dos grevistas foi feito pelo Ministério Público do Estado, que considerou o movimento grevista "risco à ordem pública", uma vez que os policiais penais estariam se recusado a receber presos nas unidades prisionais.
Os policiais penais têm mantido o movimento grevista há 14 dias, apesar de decisões de primeira e segunda instância terem o considerado ilegal. A categoria busca a equiparação do salário da profissão a outras forças policiais. O governador Mauro Mendes (DEM) anunciou, na terça, que não haveria proposta caso eles entrassem em greve e não divulgou intenção de negociar até o momento.
Greve
Os policiais penais estão em greve desde o dia 16 de dezembro, cobrando equiparação salarial com as outras forças de segurança. Os policiais suspenderam a entrada de novos presos nas penitenciárias e cadeias do Estado e proibiram que os reeducandos recebam visitas.
Na tentativa de frear o movimento, a Justiça de Mato Grosso decretou a ilegalidade do movimento e estabeleceu multa diária de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento.
No entanto, a greve continuou e, na semana passada, Pedro Sakamoto determinou o afastamento de Amauri da presidência do Sindspen e estabeleceu multa diária de R$ 200 mil em caso de descumprimento. Contudo, o sindicato informou que não foram notifcados ainda da decisão.




