Estudo do Observatório do Crack, da Confederação Nacional de Municípios (CNM), feito com 45 (31,91%) dos 141 municípios de Mato Grosso, apontou que 37 enfrentam o problema com a circulação de drogas.
Destes, 11 apresentam nível alto de problemas decorrentes do consumo de crack e outros entorpecentes, nove apontaram ter baixo nível de dificuldades e 17 têm grau médio.
Somente oito apontaram não ter problemas.
Pesquisa datada do ano de 2020 foi feita por meio de questionário on line e respondido por representantes das gestões municipais participantes.
Em nível nacional, das 5.568 cidades brasileiras, 1.599 responderam aos questionamentos, representando 28,72% do total.
Segundo o levantamento, em Mato Grosso, as localidades que afirmaram enfrentar elevado grau de dificuldade por conta das drogas são Alto Taquari, Campo Novo do Parecis, Guarantã do Norte, Jaciara, Mirassol D’Oeste, Porto Espiridião, Rondonópolis, Salto do Céu, Sorriso, Tapurah e União do Sul.
Os que têm nível médio são Aripuanã, Barão de Melgaço, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Castanheira, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Confresa, Curvelândia, Denise, Itanhagá, Nova Brasilândia, Nova Mutum, Paranatinga, Ribeirãozinho, São Pedro da Cipa e Sapezal. Com grau baixo estão Arenápolis, Carlinda, Conquista do Oeste, Cotriguaçú, Gaúcha do Norte, Ipiranga do Norte, Nova Monte Verde, Santa Terezinha e Vera.
Já os que afirmaram não passar por este tipo de situação são Feliz Natal, Luciara, Nossa Senhora do Livramento, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Pontes e Lacerda, Santa Rita do Trivelato e Serra Nova Dourada.
Em relação ao tipo de droga circulante, no geral, 3,25% afirmaram que o crack é a droga predominante, e não houve indicação sobre o uso de outras drogas unicamente.
Contudo, quando solicitada a informação sobre a circulação de crack e outros entorpecentes conjuntamente, 73,80% indicaram esta situação.
Não responderam ou não souberam informar a esta questão 22,95% dos entrevistados.
Para a CNM, os dados provam que, desde que o primeiro estudo foi divulgado, no ano de 2011, a circulação de drogas está presente na maioria dos municípios do país, sejam eles de pequeno, médio ou grande porte.




