Mais um vídeo do suposto esquema de propina envolvendo o prefeito de Diamantino, Manoel Loureiro Neto (MDB), foi divulgado. Na nova gravação, o suposto motorista de Manoel recebe uma quantia em dinheiro e diz que pretende fazer o depósito do valor para o chefe do Executivo municipal.

Durante o diálogo, o empresário diz ainda que não é dia de banco aberto e o motorista acrescenta que no Banco do Brasil é possível depositar no caixa eletrônico. “No Banco do Brasil deposita naquele negócio”, pondera.

O empresário ainda complementa que após fazer o pagamento está tranquilo e deseja feliz Ano Novo para o motorista, indicando que o vídeo foi gravado no fim de ano. Porém, o conteúdo só veio à tona no final da última semana após operação do Ministério Público de Mato Grosso (MPE).

No dia 15 o prefeito foi alvo da Operação Avaritia deflagrada pelo Núcleo de Ações de Competências Originárias (NACO), do Ministério Público Estadual de Mato Grosso (MPE-MT). As investigações começaram após denúncia feita por um empresário que efetuou o pagamento e gravou a ação de Manoel. O motorista do prefeito também foi alvo da ação do Naco.

Conforme decisão que autorizou a operação, ambos se conhecem há mais de 30 anos. As provas já obtidas levaram o Judiciário a autorizar a ação contra o prefeito. Agentes vasculharam a sede do Executivo. Nos autos, consta que o empresário foi o vencedor de três licitações em 2022, até que o prefeito passou a supostamente cobrar o pagamento de propina.

Cassação

Na sexta-feira, 18, o presidente da Câmara de Diamantino, vereador Arnildo Neto (Podemos), confirmou que já recebeu do MPE a denúncia contra o prefeito sobre suposta propina recebida em seu gabinete e gravada em vídeo. Segundo o parlamentar, a íntegra do processo tem mais de 500 páginas e já foi passada para o jurídico da Casa. Arnildo disse também que um morador do município já entrou com pedido de cassação.

Outro lado

Após a operação ser deflagrada, o prefeito Manoel Loureiro Neto se manifestou, afirmando ter sido surpreendido pela ação do Naco. Por meio de nota de esclarecimento, o gestor afirmou que já havia sido intimado para apresentar os documentos exigidos pelo Ministério Público Estadual e cumprido com as diligências. Em relação aos vídeos repercutidos pela imprensa, ele afirmou que foram tirados de contexto.