O caminho percorrido por um jornal até chegar às mãos dos leitores envolve o trabalho de diversos profissionais. Entre as etapas desse processo, a impressão é o momento em que textos, fotografias e informações ganham forma, cores e se transformam no produto que chega diariamente ao público.

Na série especial do Diário da Serra em comemoração aos seus 30 anos de história, o destaque de hoje é o profissional gráfico Alaércio Aparecido Santos, que participou dos primeiros anos de produção do periódico, quando a impressão ainda era realizada em uma gráfica terceirizada.

Na época, Alaércio trabalhava na gráfica de Gilson Cardoso, já falecido, responsável pela impressão do jornal. Enquanto a equipe do Diário da Serra desenvolvia o trabalho de redação em um espaço localizado nos fundos da antiga Prefeitura de Tangará da Serra, o material seguia para a gráfica, onde era impresso e preparado para chegar aos leitores.

“A redação era com vocês, ali atrás da prefeitura e a gráfica era do nosso amigo, saudoso Gilson”,

relembra, ao recordar que o jornal tinha um formato menor do que o atual, e os equipamentos utilizados exigiam mais esforço para a realização do trabalho gráfico.

“Na época era tudo muito mais simples que hoje”.

Com o passar dos anos, o avanço tecnológico transformou o processo de impressão, trazendo equipamentos mais modernos e melhores condições de produção. Ao retornar a Tangará da Serra, em visita à cidade, Alaércio pôde conhecer a estrutura atual do Diário da Serra e observar de perto o crescimento do jornal, que acompanhou o desenvolvimento do município.

“Hoje está tudo mais moderno. Você vê as máquinas de impressão. Na época, a gente trabalhava ali com uma máquina no formato um pouco menor. (...) Hoje eu vejo aqui e fico maravilhado em ver que as coisas, assim como o crescimento do município, o jornal não deixou de desenvolver também, crescer juntamente com esse maravilhoso município”.

Há algum tempo, ele deixou o trabalho no setor gráfico e decidiu buscar novos caminhos fora do Brasil. Atualmente, vive no interior do norte da Espanha, onde mudou completamente de atividade profissional.

“Hoje eu trabalho com lavoura, sou um campesino, como dizem, e trabalho no meio das oliveiras. Só nas azeitonas hoje”.