Dando continuidade à série especial do Diário da Serra, que resgata histórias de pessoas que fizeram parte dos 30 anos de trajetória do jornal, esta edição apresenta a história de Odinei Bileski Schmoeller, conhecido como Alemão por aqueles que passaram pelo setor gráfico da empresa.

Odinei iniciou sua trajetória no Diário da Serra em 2009 e permaneceu na empresa até 2020. Ao longo desse período, começou trabalhando como encadernador e, com o tempo, aprendeu a operar as máquinas responsáveis pela impressão dos jornais, tornando-se impressor no turno da noite.

“A princípio eu era encadernador dos jornais, com o tempo aprendi, através dos outros funcionários, imprimir jornal na máquina, e eu passei a ser impressor por um longo tempo”,

relembra, ao falar da oportunidade dada a ele.

Sua chegada ao Diário da Serra aconteceu pouco depois de vir para Tangará da Serra, vindo de Aripuanã acompanhado do tio, Bruno, e da tia Dolores. A família tinha amizade com pessoas ligadas à direção do jornal, o que acabou contribuindo para que ele tivesse a oportunidade de ingressar na empresa.

“Eu vim para Tangará da Serra, vim de Aripuanã com o meu tio Bruno e tia Dolores. Eles eram amigos do pai do Mano Reski, que é o proprietário, diretor geral do Diário da Serra. Meu tio, então, perguntou para ele se tivesse uma vaga no jornal, para mim, que eu vim de fora e o seu Olivo arrumou uma vaga lá com o Mano, com o filho dele, e comecei a trabalhar no jornal”.

No início, sua rotina estava ligada principalmente à preparação dos materiais que seriam utilizados na impressão. O trabalho começava no final da tarde e seguia até que todas as páginas do jornal fossem impressas, fazendo com que o horário de saída variasse de acordo com a produção.

“Eu chegava todo dia, 4, 5 horas da tarde, cortava os papéis que iam ser impressos no jornal. [Esse horário] começava a imprimir [o jornal], conforme vinham as páginas. Tinha dia que a gente ia embora 10 horas, 9 horas da noite, tinha dia que era meia-noite, 1 hora, 2 horas da manhã. No jornal não tinha horário [fixo], sempre tem que acabar, mas era muito divertido”,

relembra.

Foi nesse ambiente que Odinei passou a aprender novas funções e, com o auxílio dos demais funcionários, deixou a encadernação para assumir a operação das máquinas de impressão.

A experiência no setor gráfico também fez com que ele acompanhasse de perto uma parte fundamental do processo de produção do Diário da Serra: transformar as páginas produzidas pela equipe do jornalismo na edição impressa que chegava às mãos dos leitores.

Depois de anos trabalhando no período noturno e fazendo parte da rotina da gráfica, Odinei deixou a empresa em 2020. Atualmente, trabalha no setor de jardinagem, com empresa própria, realizando serviços como corte de gramas e árvores.

“O mentor de tudo”: Odinei Bileski relembra os anos vividos no Diário da Serra

Vindo de Aripuanã, Odinei encontrou no Diário da Serra uma oportunidade de trabalho

A passagem de Odinei Bileski Schmoeller pelo Diário da Serra foi marcada não apenas pelo aprendizado profissional, mas também pelas amizades e experiências vividas durante os 11 anos em que esteve na empresa.

Depois de chegar a Tangará da Serra vindo de Aripuanã, Odinei encontrou no Diário da Serra uma oportunidade de trabalho e também um caminho para conhecer melhor a cidade onde havia acabado de chegar.

Ele conta que, no início, Tangará da Serra causou uma impressão diferente daquela que estava acostumado, já que vinha de uma cidade menor. A rotina no jornal, porém, contribuiu para sua adaptação e para a construção de novos conhecimentos.

“Para mim, a cidade, na época que cheguei aqui, foi bem estranha. Eu vim de uma cidade pequena, não conhecia essa cidade grande, mas ainda bem que cheguei já fui trabalhar no jornal, que você aprende tudo, descobre tudo na cidade, aprende muita coisa, ganha conhecimento”.

No setor gráfico, além do trabalho, havia espaço para a convivência entre os funcionários. Odinei recorda com carinho dos colegas e dos momentos de descontração vividos fora do ambiente profissional.

“Lá tinha muita gente bacana, a gente tinha amigos, tinha o pesqueiro do patrão, a gente ia sempre para lá, passava o final de semana, era muito bacana, maravilhoso”,

recorda, com carinho.

As lembranças dos anos no Diário da Serra fazem com que Odinei atribua à empresa um papel importante em sua trajetória pessoal.

“O Diário da Serra, para mim, foi o mentor de tudo na minha vida, bem dizer que eu cheguei de uma cidade pequena, com poucas oportunidades, cheguei, trabalhei aqui muito tempo, e fui conseguindo conquistar as coisas, tudo através do Diário da Serra”.

Após mais de uma década na empresa, ele deixou o jornal em 2020 e seguiu por outro caminho profissional. Hoje, trabalha com jardinagem, com empresa própria.

“Para mim, [o Diário da Serra] foi muito importante na minha vida, o mentor de tudo”.