Dedicado a mostrar o que e quem era destaque em uma cidade, em um estado ou no país, o colunismo social ocupou, por décadas, um dos espaços de maior prestígio nos jornais e revistas impressas. Casamentos, aniversários, festas, lançamentos, eventos e o cotidiano de personalidades da sociedade local encontravam nas colunas sociais um espaço para ganhar visibilidade e permanecer registrados na história.

Com o avanço da tecnologia, esse segmento também migrou para o ambiente digital, acompanhando as transformações na maneira de comunicar e compartilhar acontecimentos. Em Tangará da Serra, entretanto, parte dessa história começou a ser construída quando o Diário da Serra dava seus primeiros passos no município.

Uma das pioneiras do colunismo social no jornal foi Denize Fátima França de Paula Loyola Netto, jornalista formada em Comunicação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), que chegou a Tangará da Serra em 1984, acompanhando o esposo, o médico pediatra Lafaiete Pauka Loyola Netto. Ele veio ao município a convite de um amigo para montar a Clínica Pequeno Príncipe.

Na cidade, Denize trabalhou no jornal Tribuna de Tangará e na Rádio Pioneira. Anos depois, passou a colaborar com o Diário da Serra, contribuindo com artigos e no espaço do colunismo social. Na época, o jornal tinha uma coluna social que era publicada de forma esporádica, que, com a chegada da jornalista, ganhou uma diferente assinatura.

Ao recordar o início dessa trajetória, Denize volta a um período em que conheceu e trabalhou com Mano Reski, proprietário do Diário da Serra, quando ele atuava na Rádio Pioneira.

“Quando surgiu a primeira rádio, que foi a Rádio Pioneira, o Mano foi trabalhar lá, eu também, e a gente se conheceu. Aí passou o tempo, eu já tinha montado a Tribuna [de Tangará] aqui, depois saí da tribuna, e passou o tempo, na época do Manoel do Presidente, quando ele era prefeito, o Mano montou o Diário da Serra. Eu comecei a escrever alguns artigos, e também a coluna social”,

relembra.

Ao completar 30 anos, o Diário da Serra também celebra as pessoas que contribuíram para sua trajetória. Para Denize, a história da publicação está diretamente ligada à memória de Tangará da Serra e aos profissionais que passaram por suas páginas ao longo do tempo.

“São várias pessoas que passaram por lá, que já não estão mais aqui. Centenas de colaboradores que foram, no decorrer dos anos, passando pelo Diário da Serra”,

reforça, ao destacar ainda a relação construída entre o veículo e seus leitores, em uma época em que a chegada de cada edição era aguardada pela população.

“O Diário foi a verdadeira voz de Tangará. Uniu pessoas, ideias, momentos e histórias. Orientou, opinou, preveniu, ajudou. Impossível passar pelo Diário e não receber suas marcas. Algo realmente tangaraense, que nos orgulha muito”.

Ao longo dessa caminhada, Denize também teve experiências pessoais e profissionais registradas pelo jornal. Entre elas, uma viagem à Argentina para realizar um curso de Gastronomia, ocasião em que o Diário da Serra publicou uma matéria sobre sua formação.

“Então foi o primeiro jornal que fez essa matéria comigo. E eu também sou muito grata por isso”.

Denize Loyola segue escrevendo e investindo em novas paixões

Ela mantém a produção de textos, publica livros e atua como chef de cozinha

Denize Fátima França de Paula Loyola Netto continua trabalhando, criando e encontrando novas maneiras de expressar sua paixão pela comunicação e pela cultura. Uma das pioneiras do colunismo social do jornal Diário da Serra, ela mantém a produção de textos e divide sua rotina com outras atividades que também fazem parte de sua trajetória, como a literatura e a gastronomia.

Formada em Comunicação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Denize chegou a Tangará da Serra em 1984, acompanhando o marido, o médico pediatra Lafaiete Pauka Loyola Netto. Na cidade, construiu sua carreira na comunicação, com passagens pelo jornal Tribuna de Tangará e pela Rádio Pioneira, além de contribuir com o Diário da Serra desde os primeiros anos da publicação.

Embora a comunicação continue presente em sua rotina, Denize também encontrou nos livros e na cozinha outras formas de expressão. A literatura infantil e a poesia passaram a ocupar um espaço especial em sua produção, ampliando o repertório de atividades que desenvolve atualmente.

“Tenho dois livros infantis editados – O Bebê Pizza e Meu Kalacaca Vermelho, e mais quatro antologias poéticas”.

Na gastronomia, outra paixão que ganhou espaço ao longo dos anos, Denize também permanece em atividade. Ela trabalha como chef de cozinha no Restaurante Tessa e participa de eventos, levando para a prática profissional os conhecimentos adquiridos em sua formação.

“Também atuo como Chef de Cozinha no Restaurante Tessa e em eventos”.

Do jornalismo à literatura, passando pela gastronomia, sua trajetória segue em movimento, marcada pela disposição de continuar produzindo e explorando novos caminhos.