Dando continuidade à série de reportagens especiais do Diário da Serra em comemoração aos seus 30 anos de fundação, a história desta vez é a de Redmar Franchini, mais conhecido como Gaúcho, que dedicou cerca de 18 anos de sua trajetória profissional ao jornal, atuando no setor gráfico.
Ele e a família moravam em Arenápolis e se mudaram para Tangará da Serra em 1994, quando seu pai foi transferido pela empresa de bebidas Antártica, onde trabalhava.
Quatro anos depois, em 1998, Redmar iniciou sua trajetória no Diário da Serra, após uma oportunidade que surgiu por intermédio de um amigo.
“Em 98, tinha um amigo meu que foi ver uma oferta de emprego no Diário da Serra, que era no fundo da antiga Prefeitura, e ele foi ver o emprego, mas não quis ficar porque era [para trabalhar] na parte do período da noite. E nisso, o meu amigo já sabia que eu tinha trabalhado em gráfica com o meu irmão e comentou com o Mano [Reski], que me chamou para conversar, ofereceu o emprego e eu aceitei. Foi numa sexta-feira, creio eu, já era para começar no domingo”.
O início foi marcado pelo desafio de trabalhar no período noturno, inclusive aos domingos.
“O problema era trabalhar no domingo, e a noite, e eu era molecão ainda, mas pra trabalhar não tem escolha. E trabalhei um ano e alguma coisa, que era um ano e meio, mais ou menos, saí, porque eu fui para outra cidade, fui para Diamantino”,
relembra.
A passagem por Diamantino, porém, foi breve. Ao retornar para Tangará da Serra, encontrou o Diário da Serra em uma nova fase, já instalado na Avenida Tancredo Neves, onde permanece a sede do jornal. Foi justamente nesse período que Redmar retomou o trabalho no jornal.
“Nisso o Mano precisou de gente para trabalhar na mesma função, que era encadernar o jornal. (...) Como eu tinha chegado, eu estava desempregado, aceitei, voltei para o jornal de novo, e nisso trabalhei acho que oito anos, mais ou menos, no período da noite”.
Entre mudanças e conquistas, Gaúcho guarda boas lembranças dos anos no Diário da Serra
Depois de anos trabalhando no período noturno, uma nova mudança marcou sua trajetória no jornal Diário da Serra. Com a montagem da gráfica, Redmar Franchini passou a trabalhar durante o dia, permanecendo na empresa por mais alguns anos.
“E depois desse período ele montou a gráfica, no período de dia, e foi onde eu saí, passei para o período do dia, e continuei trabalhando”.
Somando os diferentes períodos em que esteve no Diário da Serra, Redmar calcula que foram aproximadamente 18 anos de trabalho, encerrando sua trajetória no jornal em 2014.
“Acho que, juntando tudo, deu uma média de uns 18 anos, mais ou menos”.
Depois de deixar o jornal, Redmar voltou novamente para Diamantino, onde trabalhou em um sítio de um parente com criação de gado. Mais tarde, retornou a Tangará da Serra e passou por outra empresa antes de iniciar uma nova etapa profissional como autônomo.
Mais do que uma experiência profissional, os anos no Diário da Serra deixaram ensinamentos que Redmar afirma carregar até hoje. Entre eles, destaca a responsabilidade com o trabalho, a honestidade e o compromisso com os horários.
“O aprendizado que eu tive nesse período do jornal a ser trabalhador, honesto com as minhas coisas, cumprir meu horário, e conheci muitos amigos. Não tenho inimizade com ninguém, conheci várias pessoas”,
afirma.
“Só tem memórias boas. (...) Um período muito bom”.
Durante esse período, Redmar também viveu conquistas pessoais e construiu sua família.
“Conquistei muitas coisas na minha vida, hoje eu tenho uma família muito linda, tenho uma filha pequena, hoje sou casado”.
Atualmente, ele trabalha por conta própria, realizando pequenos fretes com uma carretinha. Aos 30 anos de história do Diário da Serra, Redmar olha para trás com gratidão pelo período em que fez parte da trajetória do jornal.
“Muito bom fazer parte dessa história, quase 20 anos trabalhando, e hoje eu sou autônomo, mexo com frete, pequenos fretes de carretinha, e tenho uma vida boa, graças a Deus. Levo uma vida muito sossegada, não enriquei, mais sigo trabalhando, estou com saúde, graças a Deus”,
pontua.
“E desejo que Deus abençoe todo mundo que fez parte do jornal, que ainda faz parte, que Deus proteja todos os leitores ainda que continuam lendo o jornal, e um abraço para todos”.







