Dando continuidade à série especial em comemoração aos 30 anos do jornal Diário da Serra, a história de hoje é a de Janaína Oliveira, que dedicou quase seis anos de sua trajetória profissional à diagramação das páginas do veículo de comunicação.

Responsável pela organização visual das edições, Janaína atuava em uma etapa fundamental do processo de produção do jornal, entre a elaboração das matérias e a impressão. Seu trabalho consistia em organizar textos, títulos, fotografias e anúncios, dando forma às páginas que chegavam diariamente aos leitores.

“Eu trabalhei no Diário da Serra por cinco anos, quase seis, como diagramadora. Diagramadora é aquela pessoa que monta o esquema do jornal como ele é visto em casa. A foto grande, com o texto trabalhado em colunas, os anúncios”,

explica.

“A diagramação vem antes da parte de impressão, onde o jornal de fato chega até as suas mãos. A nossa rotina era muito tranquila, porque a gente trabalhava pela manhã, montando os anúncios, no período da tarde, no período da noite, dependendo das notícias do dia, para que tudo pudesse chegar de uma forma bem grandiosa e bem tranquila, na mão de cada leitor”.

Entre as experiências que marcaram sua passagem pelo Diário da Serra, Janaína destaca a cobertura do assassinato do vereador Daniel do Indea. O caso exigiu trabalho durante a madrugada e mobilizou a equipe para manter os moradores de Tangará da Serra informados sobre o ocorrido.

“Eu tenho uma notícia emblemática, que jamais a gente vai conseguir esquecer, que foi o assassinato do vereador Daniel do Indea, que a gente, em primeira mão, conseguiu deixar todos os tangaraenses a par de tudo, e, literalmente, em tempo real. Foi um dos momentos em que eu me vi como uma grande profissional, porque tudo começou na madrugada”.

Novos caminhos - A história de Janaína com o Diário da Serra começou em 4 de novembro de 1999, quando deixou São Luís, no Maranhão, e chegou a Tangará da Serra em busca de um recomeço. Naquele momento, procurou Mano Reski e Silvana Tormes, responsáveis pelo jornal, para pedir uma oportunidade de emprego.

Após deixar a empresa, seguiu outros caminhos profissionais. Cursou Direito, trabalhou no Procon e, posteriormente, formou-se em Pedagogia, passando também pela área da educação.

Atualmente, atua na Assistência Social como coordenadora da Casa da Criança, função em que voltou a vivenciar o acolhimento e o cuidado com as pessoas, sentimentos que também marcaram sua experiência no jornal.

“Hoje, eu trago as experiências vividas no Diário da Serra no meu coração, com muito amor, com muito carinho, com muita ternura. Eu tenho a família Diário dentro do meu coração, apesar da distância, apesar de termos seguido os caminhos opostos. (...) Dizer que, dentro da Família Diário, eu construí muitos amigos”.

“O Diário representava a minha segunda casa”, relembra Janaína

Ela recorda o acolhimento recebido ao chegar a Tangará da Serra

A história do Diário da Serra é construída não apenas pelas notícias publicadas ao longo de três décadas, mas também pelas pessoas que passaram pela redação e ajudaram a consolidar a trajetória do jornal. Na série especial em comemoração aos 30 anos do veículo, Janaína Oliveira relembra com emoção o período em que integrou a equipe e os laços afetivos que mantém até hoje.

Sua história com o jornal começou em 4 de novembro de 1999, quando deixou São Luís, no Maranhão, e chegou a Tangará da Serra em busca de um recomeço. Longe dos familiares, que permaneceram em seu estado de origem, ela encontrou em Mano Reski, Silvana Tormes e nos colegas de trabalho o acolhimento necessário para construir uma nova vida.

“Nesse momento, nós pedimos uma oportunidade de emprego para o Mano Reski e para Silvana Tormes e nós fomos plenamente acolhidos. E, literalmente, nós fomos abraçados durante esse período que a gente viveu no Diário da Serra”,

recorda.

Durante os quase seis anos em que trabalhou como diagramadora, Janaína afirma que o ambiente profissional se transformou em uma extensão de sua casa, especialmente por estar distante dos pais, irmãos e demais familiares.

“No início, eu não tinha representativo de família, pai, mãe, irmãos, avó, pois todos estavam lá no Maranhão, aguardando o momento que chegasse, que a gente pudesse trazê-los para cá. O Mano Reski e a Silvana foram, literalmente, os que me abraçaram, tanto eles quanto as amizades que apareceram no transcorrer do tempo”.

Ao recordar o período, Janaína também relembra as primeiras instalações do Diário da Serra, na Rua Antônio Hortolani. Com o passar dos anos, o jornal cresceu e passou a funcionar em uma estrutura construída na Avenida Tancredo Neves.

“Uma empresa onde a gente realmente era acolhido. E a prosperidade foi chegando, tudo foi acontecendo. E mudamos para a construção que foi feita lindamente ali, na Avenida Tancredo Neves, onde a gente continuou a nossa jornada”.

Depois de deixar o jornal, Janaína construiu uma trajetória profissional em diferentes áreas. Cursou Direito, trabalhou no Procon, formou-se em Pedagogia e atuou em sala de aula. Atualmente, é coordenadora da Casa da Criança, na área da Assistência Social.

“Eu sou muito grata, muito grata mesmo, de coração, por fazer parte desses 30 anos do Diário da Serra. E dizer que eu sou, estou e fui muito feliz”.